Idosos e aposentados do INSS de várias partes do Brasil redobrar a atenção com um golpe que vem causando prejuízos altos em contas bancárias. Eles estão na mira de um novo golpe chamado de ‘procedimento de segurança’.
Como o golpe acontece?
Os golpistas agem rápido. Não importa de qual cidade você é. Primeiro, ligam para a vítima se passando por funcionários do banco. Durante a conversa, afirmam que existe uma compra suspeita, um empréstimo irregular ou movimentações estranhas na conta.
É aí que começa a pressão psicológica. Os criminosos criam um clima de urgência para impedir que a vítima pense com calma ou procure ajuda de familiares. Enquanto isso, tentam ganhar confiança usando termos bancários e informações pessoais básicas, como nome completo e número de telefone. Muita gente acredita que realmente está falando com o banco.
Como o golpe acontece
Depois de assustar a vítima, os criminosos dizem que precisam fazer um “procedimento de segurança” para bloquear a suposta fraude. Em seguida, começam a orientar cada passo pelo telefone.
Na maioria dos casos, eles pedem:
- Senha do aplicativo bancário
- Código enviado por SMS
- Token de segurança
- Compartilhamento da tela do celular
- Instalação de aplicativos de acesso remoto
Quando o aposentado segue as instruções, os criminosos conseguem entrar na conta bancária sem dificuldade.
A partir daí, fazem empréstimos, transferências via Pix e saques em poucos minutos. Algumas vítimas percebem o golpe tarde demais, quando o dinheiro já desapareceu da conta.
Caso virou alerta
Foi exatamente isso que aconteceu com um idoso de 74 anos em Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, ele recebeu uma ligação de um falso funcionário bancário informando sobre um suposto empréstimo irregular. Durante a conversa, o criminoso convenceu a vítima a seguir um procedimento de segurança.
Pouco depois, o golpista realizou um empréstimo de R$ 5.180 e ainda fez três transferências via Pix, que somaram R$ 8.980. O prejuízo ultrapassou R$ 14 mil.
Bancos fazem esse tipo de ligação?
A resposta é não. Bancos não pedem senha, código de verificação, token ou transferência via Pix por telefone. Também não orientam clientes a instalar aplicativos durante chamadas.
Mesmo assim, muitos criminosos conseguem convencer vítimas porque falam com calma, demonstram segurança e simulam atendimento profissional.
Por isso, qualquer ligação sobre bloqueio de conta, empréstimo suspeito ou movimentação financeira deve gerar desconfiança imediata.
O recomendado é desligar o telefone e procurar o banco pelos canais oficiais.





