A nova moeda comemorativa de R$ 1 lançada pelo Banco Central em 2025 começou a desaparecer dos trocos e já desperta forte interesse entre colecionadores em várias partes do país. Apesar de continuar válida normalmente no comércio, muita gente relata dificuldade para encontrar a peça no dia a dia.
A edição comemorativa celebra os 60 anos do Banco Central e chegou ao mercado com uma quantidade menor do que o esperado. A instituição planejava colocar 60 milhões de unidades em circulação, mas liberou apenas 23.168.000 moedas até agora. Isso aumentou a procura rapidamente.
Quem acompanha o mercado de numismática já começou a guardar exemplares novos, principalmente os chamados “flor de cunho”, que não apresentam marcas de uso.
Visual diferente chama atenção
A moeda comemorativa de 2025 trouxe mudanças visuais que fogem do padrão tradicional do real. Logo na frente da peça, a inscrição Banco Central do Brasil aparece de forma incomum, com apenas a primeira letra em maiúscula.
O número 60 também ganhou destaque no projeto gráfico. Ele forma, ao mesmo tempo, a sigla “BC”, criando um efeito visual diferente das moedas comuns.
Outro detalhe chama atenção dos colecionadores. Linhas atravessam o anel externo da moeda e passam sensação de movimento. Esse acabamento não apareceu nas versões comemorativas dos 40 e 50 anos do Banco Central, lançadas em 2005 e 2015.
Por isso, especialistas acreditam que o design pode influenciar diretamente na valorização futura da peça.
Tiragem menor aumenta disputa
A quantidade colocada em circulação pesa bastante nesse mercado. Quanto menor a oferta, maior costuma ser o interesse dos colecionadores.
Veja a comparação com outras moedas comemorativas:
- BC 40 anos, 2005: 40 milhões de unidades
- BC 50 anos, 2015: 50 milhões
- Olimpíadas 2016: cerca de 20 milhões por modelo
Como a edição de 2025 possui apenas um modelo, muitos compradores já guardam sachês fechados com 50 moedas. Isso reduz ainda mais a quantidade disponível no comércio.

Erros de fabricação podem multiplicar valor
Além da conservação, erros de cunhagem também podem elevar o preço da moeda nos próximos anos.
Entre os defeitos mais procurados estão:
- Reverso invertido ou horizontal
- Cunho descentralizado
- Letras duplicadas
- Corte irregular
- Núcleo vazado
Dependendo da raridade, algumas moedas com falhas podem atingir valores entre R$ 200 e R$ 400 no mercado de colecionismo.
Quanto a moeda vale hoje
Por enquanto, os preços ainda seguem relativamente baixos. Exemplares em estado flor de cunho custam entre R$ 4 e R$ 10.
Já moedas que circularam normalmente aparecem por valores entre R$ 3 e R$ 6, dependendo do desgaste.
Mesmo com a procura aumentando, a regra no comércio continua igual. A moeda segue valendo oficialmente R$ 1 em qualquer pagamento.
Veja abaixo o vídeo que mostra todos valores do Canal Numismática JF
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