
Motoristas devem acompanhar com atenção o funcionamento dos postos nos próximos dias. A greve dos tanqueiros está prevista para começar na segunda-feira, 13 de julho de 2026, e poderá comprometer gradualmente a entrega de gasolina, diesel e etanol no estado.
A paralisação no Estado do Espírito Santo foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo, o Sindirodoviários-ES. A entidade representa os motoristas de caminhões-tanque responsáveis por retirar os combustíveis das bases de distribuição e transportá-los até os postos.
A greve não significa que todos os postos ficarão sem combustível imediatamente. Os estabelecimentos poderão continuar vendendo os produtos armazenados em seus tanques. O problema começa quando esses estoques diminuem e não há novas entregas para fazer a reposição.
Segundo o sindicato, a paralisação foi decidida após cinco reuniões com representantes das empresas, sem acordo sobre as reivindicações trabalhistas da categoria. Os profissionais cobram melhorias salariais, benefícios e melhores condições de trabalho.
Quanto mais tempo durar o movimento, maior será a possibilidade de alguns postos enfrentarem falta de gasolina, etanol ou diesel. A situação pode variar de uma cidade para outra, conforme o estoque disponível e o volume de vendas de cada estabelecimento.
Não há confirmação de uma greve nacional nem de desabastecimento generalizado neste momento. Uma corrida aos postos pode, inclusive, acelerar o fim dos estoques disponíveis e provocar filas antes que os efeitos reais da paralisação sejam conhecidos.
Quem utiliza o veículo diariamente pode verificar o nível do tanque e abastecer normalmente, sem comprar além da necessidade. Também não é recomendado armazenar gasolina em garrafas, galões inadequados ou recipientes improvisados, pois o combustível oferece risco de incêndio, intoxicação e acidentes graves.
O sindicato informou que permanece aberto ao diálogo. A greve ainda poderá ser suspensa caso os trabalhadores e as empresas cheguem a um acordo antes ou durante a paralisação.
Até o momento, o possível impacto está concentrado no Espírito Santo. Os motoristas devem acompanhar os comunicados do sindicato, dos postos e das autoridades estaduais para saber se a greve será mantida e quais cidades poderão enfrentar dificuldades no abastecimento.
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