
O mofo pode crescer em qualquer canto úmido da casa — azulejos do banheiro, paredes, caixilhos de janelas — e pode danificar a estrutura da casa, além de afetar a saúde de quem mora lá.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Agência Federal de Proteção ao Consumidor (PROFECO) concordam que o controle nem sempre exige produtos caros: ventilação, limpeza frequente e baixa umidade são os princípios básicos.
O bolor se reproduz através de esporos microscópicos que flutuam no ar, tanto em ambientes internos quanto externos.
Esses esporos não desaparecem da casa, mas também não crescem se não encontrarem umidade.
Uma pequena quantidade de condensação — no banheiro ou ao redor de uma janela — é suficiente para que o mofo comece a crescer, destaca a EPA em sua publicação "Um breve guia sobre mofo, umidade e sua casa".
Os locais mais comuns onde aparece são: azulejos e rejunte de banheiros, paredes de porões, áreas ao redor de janelas, torneiras e pias.
As fontes mais frequentes de umidade são goteiras no telhado, condensação devido à alta umidade relativa do ar, vazamentos lentos em canos e áreas alagadas.
O mofo pode crescer em papel, tecido, madeira, solo e praticamente qualquer material orgânico presente em uma casa.
A EPA alerta que inalar ou tocar em mofo ou seus esporos pode causar reações alérgicas, mesmo que o mofo já esteja morto.
Os sintomas mais comuns são espirros, nariz entupido, olhos vermelhos e erupção cutânea.
Em pessoas com asma, a exposição pode desencadear uma crise. Em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, pode levar a infecções pulmonares.
Alguns tipos de mofo produzem micotoxinas, substâncias potencialmente tóxicas, durante seu crescimento. Mais de 200 tipos de micotoxinas já foram identificados em fungos comuns.
A EPA esclarece que não é possível determinar se um mofo produz micotoxinas apenas olhando para ele. A exposição a essas substâncias pode ocorrer por inalação, ingestão ou contato com a pele.
Especialistas destacam que a ventilação da casa reduz a umidade, o mofo, as alergias e as infecções respiratórias.
A recomendação é abrir janelas e portas sempre que possível para renovar o ar interior.
A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) afirma que a umidade relativa do ar em ambientes internos deve ser mantida abaixo de 60%, idealmente entre 30% e 50%.
Para isso, recomenda-se o uso de exaustores na cozinha e no banheiro que expulsem o ar para o exterior, o reparo de vazamentos no telhado, paredes e canos assim que forem detectados e a secagem de quaisquer áreas úmidas em, no máximo, 24 a 48 horas.
Se o mofo já tiver se proliferado, a instituição recomenda limpar a superfície e resolver o problema de umidade que o causou; caso contrário, ele reaparecerá.
A publicação "Práticas de limpeza mais seguras para reduzir a exposição a toxinas", do Departamento de Ecologia do Estado de Washington, Estados Unidos, oferece uma receita de produto de limpeza caseiro para superfícies duras com mofo.
Seus ingredientes são baratos, fáceis de obter e não tóxicos para pessoas e animais de estimação.
A EPA especifica que o mofo morto ainda é alergênico, portanto, simplesmente aplicar o produto de limpeza não é suficiente: o mofo deve ser removido fisicamente da superfície.
Eliminar as fontes de mofo e tratá-lo com proteção adequada também são práticas derivadas dos materiais das autoridades.
A mesma fonte alerta que o cloro nunca deve ser misturado com amônia ou outros produtos de limpeza, pois a combinação produz gases tóxicos.