
O novo RG em papel ou cartão tem gerado dúvidas entre muitos brasileiros que vão tirar a Carteira de Identidade Nacional, a CIN. A principal pergunta é: se a primeira via pode ser gratuita, por que algumas pessoas estão pagando pelo documento em formato de cartão plástico?
A resposta passa por um ponto importante: os dois modelos identificam o cidadão da mesma forma. A diferença está no material, na resistência e no custo. Por isso, antes de pagar, vale entender o que muda de verdade e em quais situações o modelo em cartão pode ser uma escolha mais prática.
A Carteira de Identidade Nacional substitui o antigo RG estadual e usa o CPF como número único de identificação. O documento também possui versão física e digital, além de QR Code para verificação de autenticidade, o que aumenta a segurança contra fraudes.
No modelo em papel de segurança, a primeira emissão da CIN é gratuita. Já o cartão, feito em policarbonato, é uma opção paga em alguns estados. Segundo o Governo Federal, a primeira via e as renovações são gratuitas, mas a versão em policarbonato pode ter cobrança definida pelo estado emissor.
Veja a diferença de forma simples:
Não necessariamente. Na Bahia, por exemplo, o governo informou que a nova CIN continua disponível em papel com as mesmas informações do formato em policarbonato. A opção pelo cartão é feita no momento da solicitação e, no estado, custa R$ 91,72.
Isso significa que o cidadão não precisa pagar pelo cartão achando que ficará com um documento “mais completo”. O que muda é o suporte físico: papel ou cartão.
O cartão pode fazer sentido para quem usa o documento com muita frequência. Pense em situações do dia a dia: quem trabalha na rua, precisa apresentar identidade em portarias, bancos, viagens, repartições públicas ou guarda o documento sempre na carteira pode se beneficiar de um material mais resistente.
Também pode ser uma boa alternativa para quem já perdeu documentos por desgaste, umidade, rasgos ou dobras. Nesses casos, pagar pelo cartão pode evitar dor de cabeça no futuro.
Por outro lado, se a pessoa usa pouco o documento físico, guarda tudo com cuidado e já acessa a versão digital pelo aplicativo Gov.br, o modelo em papel pode atender perfeitamente.
Sim. Quem ainda tem o RG antigo não precisa correr para trocar imediatamente. O Governo Federal informa que o documento antigo continua válido até 2032, embora o cidadão possa solicitar a nova CIN a qualquer momento.
Esse detalhe é importante porque evita pressa desnecessária. Se o seu RG está em bom estado, com foto reconhecível e dados corretos, você pode se organizar com calma para fazer a troca.
Antes de decidir entre papel ou cartão, confira três pontos: se o seu estado já oferece a versão em policarbonato, qual é o valor cobrado e se a escolha precisa ser feita no momento do atendimento. Na Bahia, o serviço informa a gratuidade da primeira via e a taxa específica para impressão em policarbonato.
Também vale separar os documentos exigidos com antecedência. Em geral, a certidão de nascimento ou casamento é necessária para emissão da CIN, e os canais oficiais do estado devem ser consultados para agendamento, acompanhamento e retirada.
A melhor escolha depende do uso. Para quem quer economizar, o modelo em papel é válido, oficial e suficiente. Para quem prefere um documento mais resistente e não se importa em pagar a taxa, o cartão pode trazer mais praticidade no dia a dia.
Antes de solicitar, consulte o site oficial do seu estado, veja se há cobrança e escolha o formato que faz mais sentido para a sua rotina. Assim, você evita gasto desnecessário e tira a CIN com mais segurança.