
Sabe aquele sábado em que você precisa ir ao supermercado, passar na farmácia e ainda procurar um posto de gasolina com preço bom? A rede atacadista Assaí quer que você pare de rodar a cidade e resolva tudo no estacionamento deles.
Depois de anunciar a venda de remédios e novos serviços financeiros, a gigante do atacarejo confirmou que está preparando a construção de postos de combustíveis e eletropostos (para carros elétricos) nas suas unidades. A novidade promete transformar a ida ao supermercado em um verdadeiro "combo" de serviços. Entenda o que vem por aí.
Imagine o movimento de uma grande loja da rede. Todo mês, cerca de 17 milhões de veículos circulam pelos estacionamentos da marca em todo o Brasil. O CEO da empresa, Belmiro Gomes, percebeu que esse fluxo gigantesco é uma oportunidade natural para ampliar o relacionamento com o cliente.
A ideia é promissora: o supermercado do futuro não vai apenas vender alimentos. Ele vai se tornar um ecossistema de serviços onde você resolve várias pendências de uma vez só. O planejamento do Assaí acompanha as mudanças do setor automotivo e prevê a instalação tanto de bombas de combustíveis tradicionais quanto de eletropostos para o carregamento de carros elétricos.
A maior expectativa para quem está atrás do volante gira em torno da economia. O modelo de atacarejo faz sucesso exatamente por operar com alto volume de vendas e preços agressivos. O próprio executivo da rede sinalizou que existe a possibilidade de entregar energia mais barata aos consumidores.
Se essa mesma lógica for aplicada à gasolina, ao etanol e ao diesel, o motorista poderá encontrar valores mais competitivos para encher o tanque enquanto faz as compras de casa, otimizando tempo e dinheiro na mesma viagem.
Para os donos de postos independentes, o movimento acende um sinal amarelo. Com grandes varejistas usando a força de suas marcas e o alto tráfego de pessoas para vender combustível, o diferencial competitivo de um posto de rua deixará de ser apenas o preço na placa. Será preciso oferecer mais conveniência e atendimento impecável para segurar a clientela.
A rede ainda não informou data de lançamento, cidades escolhidas, bandeira dos postos ou modelo de operação. Por enquanto, o movimento está em fase de estudo.
Apesar da expectativa, a abertura de postos exige etapas importantes. A empresa precisaria lidar com regras da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, contratos de distribuição, licenças, estrutura de segurança e operação diária. Também será necessário entender como os eletropostos seriam implantados, já que o crescimento dos carros elétricos ainda acontece de forma gradual no Brasil.
Você trocaria o seu local de abastecimento atual pela conveniência do supermercado? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe essa novidade com aquele amigo que vive procurando os melhores preços na hora de abastecer!