O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formalizou nesta segunda-feira (31/8) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta após a renúncia oficial de Bruno Dantas.
Tramitação da indicação no Senado
A expectativa é que a votação ocorra no plenário do Senado até a próxima quarta-feira (2/9), condicionada à presença de quórum suficiente. Para que a indicação seja confirmada, Rodrigo Pacheco necessita obter o apoio de, no mínimo, 41 parlamentares.
O senador Cid Gomes (CE), líder do PSB na Casa, manifestou otimismo em relação ao resultado, declarando acreditar em uma aprovação unânime. O documento de indicação protocolado por Davi Alcolumbre conta com o respaldo de 20 senadores, abrangendo legendas que vão do PL ao PT.
Apoio parlamentar e justificativa
A lista de apoiadores inclui nomes como Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Camilo Santana (PT-CE), Carlos Portinho (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN) e Teresa Leitão (PT-PE). Em sua justificativa, Davi Alcolumbre ressaltou a trajetória política e a formação jurídica do indicado.
Segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco possui o preparo técnico necessário para a função, sendo capaz de interpretar os desafios do Estado e as demandas da sociedade brasileira. O TCU, órgão que fiscaliza recursos federais e auxilia o Congresso no controle externo, é composto por nove ministros, com indicações divididas entre o Senado, a Câmara dos Deputados e a Presidência da República.
Trajetória recente e articulações políticas
A movimentação ocorre após Rodrigo Pacheco ter sido cogitado para uma cadeira no STF. Na ocasião, Davi Alcolumbre chegou a articular o nome do senador para a Corte, porém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou pela nomeação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União.
Além disso, o senador mineiro recebeu convites para disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, plano que foi descartado. Após decidir não buscar a reeleição ao Senado, Rodrigo Pacheco concentrou suas articulações políticas na ocupação da vaga no tribunal de contas.
O processo de votação no plenário do Senado exige o quórum mínimo de 41 votos favoráveis para a aprovação definitiva do nome indicado.
