A nova regra do insulfilm voltou ao debate entre motoristas brasileiros em 2026. Não por mudanças recentes na lei, mas por um detalhe que muita gente ignora. Um erro simples na escolha da película pode pesar no bolso, e até tirar o carro de circulação.
Em fiscalizações, o problema aparece com frequência. Películas refletivas, excesso de escurecimento nos vidros dianteiros ou até bolhas mal resolvidas já bastam para uma autuação. Em alguns casos, o veículo fica retido até a regularização. Os dados foram divulgados pelo site O Antagonista.
O que diz a legislação atual
Apesar da repercussão recente, a nova regra do insulfilm não é exatamente nova. Ela se baseia na Resolução Contran 960/2022, com ajustes feitos pela Resolução 989, válida desde 2023.
Essas normas definem limites de transmitância luminosa. Em outras palavras, determinam quanta luz precisa passar pelos vidros, mesmo com película.
O ponto central da fiscalização está no para-brisa e nos vidros laterais dianteiros. Nesses locais, a visibilidade não pode ser comprometida, já que influencia diretamente a segurança no trânsito.
5 erros que pode te pegar nas blitz
Durante abordagens, alguns erros aparecem repetidamente. Entre os principais:
- Películas muito escuras na frente do carro
- Baixa passagem de luz, dificultando a visibilidade
- Uso de insulfilm refletivo, que é proibido
- Bolhas ou defeitos que atrapalham a visão
- Produto sem selo ou sem informação técnica
- Materiais sem certificação ou versões refletivas, que a norma proíbe.
Agente pode retirar o insulfilm na hora da blitz?
A dúvida circula nas redes e costuma gerar confusão. Afinal, o agente pode arrancar a película ali mesmo, durante a abordagem? Não é assim que funciona.
A legislação classifica o uso irregular de insulfilm como infração grave. O motorista recebe multa, soma cinco pontos na CNH e precisa regularizar o veículo. Além disso, o carro pode ficar retido até a correção do problema.
O procedimento segue um roteiro: O agente identifica a irregularidade e orienta o condutor a corrigir a situação. Quando isso não acontece no local, entra em cena o recolhimento virtual do CRLV, prática já adotada na fiscalização atual.
Esse detalhe muda a leitura de muitos casos divulgados online. Vídeos e mensagens costumam exagerar a atuação dos agentes, como se a retirada da película fosse obrigatória e imediata na rua. Não é o padrão.
Na prática, o motorista sai da abordagem com a autuação registrada e a obrigação de ajustar o veículo. O foco da medida administrativa está na regularização, não em uma ação improvisada no meio da via.
Ainda assim, ignorar a regra pode sair caro. Além da multa, o condutor assume o risco de ficar com o veículo impedido de circular até resolver a situação.
Fiscalização mais rígida
A legislação não tenta proibir o uso de insulfilm. O objetivo é garantir que ele não prejudique a direção. Por isso, a fiscalização ficou mais atenta. O aumento das blitz mostra uma preocupação maior com acidentes ligados à visibilidade reduzida.
Afinal, enxergar bem não é só conforto. É uma questão de segurança para quem dirige, e também para quem está ao redor.




