A rotina de Pricilane Blanco de Souza Gonzaga, de 27 anos, virou uma corrida desesperada por atendimento médico para a filha de apenas 6 anos. Segundo a mãe, a criança sofreu uma fratura no braço no último dia 29 de abril e, desde então, enfrenta dificuldades para conseguir acompanhamento ortopédico na rede municipal de saúde de Simões Filho.
A menina recebeu os primeiros atendimentos na UPA, onde a equipe médica colocou o gesso e orientou a família a procurar um ortopedista no Ambulatório do Anexo do Hospital Municipal de Simões Filho. O problema começou justamente lá, do lado da Secretaria de Saúde.
“Um joga para o outro”
Depois de dias tentando atendimento, Pricilane conseguiu levar a filha ao Ambulatório do Anexo. No local, porém, recebeu a informação de que o procedimento necessário não seria realizado ali. Segundo ela, a orientação foi procurar novamente a unidade onde ocorreu o primeiro atendimento.
A situação continuou sem solução. Ao retornar para buscar ajuda, a mãe afirma que ouviu novamente que o procedimento não seria feito naquele local. Enquanto isso, os dias passaram e a criança seguiu sem uma definição sobre o estado do braço.
A demora aumentou ainda mais a preocupação da família. Pricilane afirma que, até agora, não conseguiu realizar um novo raio-X para saber como está o braço da filha.
Veja o vídeo do desabafo da mãe
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Secretaria fechada
Na tentativa de resolver o problema diretamente com a gestão municipal, Pricilane procurou a Secretaria Municipal de Saúde no início da tarde desta sexta-feira (15/05). Segundo ela, o órgão estava fechado no momento da chegada.
A jovem mãe relata revolta com a situação e diz que se sente abandonada pelo sistema de saúde do município.
“Eles ficam jogando a gente de um lado para o outro e ninguém resolve. Os dias estão passando e eu não sei nem como está o braço da minha filha”, desabafou.
Ela afirma que ninguém apresenta uma solução concreta enquanto a filha continua aguardando atendimento especializado.





