PUBLICIDADE

O smartphone virou peça central na rotina. Resolve tarefas, conecta pessoas, organiza a vida. Ao mesmo tempo, abre portas para a coleta constante de dados. Muitos aplicativos monitoram hábitos, localização e preferências para montar perfis detalhados, usados principalmente em publicidade e personalização. Diante disso, cresce a preocupação com a privacidade.

Não existe um bloqueio total contra rastreamento. Ainda assim, especialistas apontam caminhos práticos que reduzem a exposição, tanto no iOS quanto no Android. Pequenas mudanças já fazem diferença no dia a dia.

Segundo Eric Clay, da Flare, a atenção contínua é o que mais pesa na proteção digital. Ele defende cautela ao instalar aplicativos, sobretudo fora das lojas oficiais, além de evitar alterações no sistema, como root ou jailbreak. Também recomenda revisar permissões com frequência. São hábitos simples, mas que elevam o nível de segurança.

PUBLICIDADE

Atualizações são linha de defesa

Muita gente ignora notificações de atualização. Parece detalhe, mas não é. Sistemas e aplicativos atualizados corrigem falhas conhecidas, fecham brechas e dificultam acessos indevidos.

Por isso, manter tudo em dia reduz riscos. Além disso, novas versões costumam trazer melhorias de privacidade. Ou seja, adiar atualizações pode deixar o aparelho mais vulnerável do que parece.

Permissões do celular sob controle

Outro ponto crucial envolve o acesso que cada aplicativo possui. Muitos pedem mais do que precisam. Localização, contatos e microfone entram nessa lista com frequência.

PUBLICIDADE
  • No iOS: acesse Ajustes > Privacidade e segurança. Lá, é possível verificar e alterar permissões como localização, câmera e contatos. O “Relatório de Privacidade de Apps” mostra com que frequência os dados são acessados.
  • No Android: vá em Configurações > Privacidade > Gerenciador de permissões. O sistema exibe quais apps acessam cada tipo de dado. Também dá para limitar o uso em segundo plano.

Revisar essas configurações com regularidade evita excessos. E impede que apps operem além do necessário.

apps de celular acessam seus dados
Descubra como impedir que apps de celular acessem seus dados – Crédito: (Divulgação/N1N)

Localização exige atenção

O rastreamento de localização lidera entre as formas de coleta de dados. Muitos aplicativos pedem acesso contínuo, mesmo sem necessidade real.

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo
  • No iOS: em Ajustes > Privacidade e segurança > Serviços de localização, escolha entre “Ao usar o app” ou “Nunca”. Também é possível desativar a localização precisa.
  • No Android: em Configurações > Localização, defina permissões como “Permitir apenas durante o uso” ou “Negar”. O sistema também permite limitar a precisão.

Com isso, o usuário mantém o controle e reduz o rastreamento constante.

Rastreamento entre aplicativos de celular

No iPhone, a Apple criou o App Tracking Transparency, conhecido como ATT. O recurso obriga aplicativos a pedirem autorização antes de rastrear atividades em outros apps ou sites.

Para ativar, basta acessar Ajustes > Privacidade e segurança > Rastreamento. Assim, o usuário decide quem pode acompanhar seu comportamento. Esse controle mudou a forma como empresas coletam dados no ecossistema iOS.

Anúncios personalizados no Android

Usuários de Android também conseguem limitar o uso de dados para publicidade. Nas configurações, a opção de remover o ID de publicidade reduz a personalização de anúncios.

Além disso, desativar a personalização impede que o sistema use o histórico de navegação para segmentação. Não elimina anúncios, mas diminui a precisão deles.

Limpeza de dados acumulados

Aplicativos armazenam informações em cache. Parte desses dados pode incluir rastros de uso.

  • No Android: Configurações > Aplicativos > Armazenamento. É possível limpar cache ou dados. A segunda opção apaga tudo e exige novo login.
  • No iOS: não há limpeza geral, mas cada app permite gerenciar seus próprios dados nas configurações.

Limpar esses registros com frequência reduz o volume de informações disponíveis.

Controle nas mãos do usuário

Privacidade digital não depende de uma única ação. Ela se constrói com decisões contínuas. Ajustar permissões, limitar rastreamento e manter o sistema atualizado formam a base dessa proteção.

O anonimato completo ainda está fora do alcance. Mesmo assim, cada ajuste reduz a exposição. E torna mais difícil para aplicativos acompanharem cada passo do usuário.

Compartilhar.
Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.