
Um novo golpe envolvendo o Pix está fazendo vítimas em todo o país e acendeu um alerta para quem usa aplicativo de banco no dia a dia. A fraude chama atenção porque começa como uma suposta tentativa de proteção da conta, mas termina com a vítima perdendo dinheiro. Entenda como o golpe funciona, quais sinais devem ser observados e o que fazer para não cair nessa nova armadilha.
O golpe costuma começar com uma ligação. Do outro lado da linha, uma pessoa se apresenta como funcionária de banco, agência ou central de segurança. O tom é profissional, a fala é firme e a abordagem passa a impressão de atendimento verdadeiro.
Durante a conversa, o falso atendente informa que existe uma movimentação suspeita na conta da vítima. Pode ser uma compra não reconhecida, uma transferência indevida ou um Pix agendado. A história varia, mas o objetivo é sempre o mesmo: fazer a pessoa acreditar que precisa agir imediatamente.
É nesse momento que ele usa a frase: “vamos cancelar a transferência”.
Depois disso, o criminoso orienta a vítima a acessar o aplicativo bancário e realizar alguns procedimentos. Em alguns casos, ele diz que a ação serve para cancelar a suposta fraude. Em outros, afirma que é necessário confirmar dados, desbloquear a conta, impedir uma transferência ou fazer uma verificação de segurança.
É nessa etapa que a fraude acontece. A vítima, acreditando que está cancelando um problema, acaba sendo conduzida a autorizar um Pix para uma conta desconhecida.
Em uma ocorrência recente, a vítima só percebeu o golpe ao conferir o extrato bancário e notar que havia transferido quase R$ 2 mil. O caso foi registrado pelas autoridades, e a orientação foi procurar imediatamente o banco, registrar boletim de ocorrência e comunicar a Polícia Civil para que o crime seja investigado.
Bancos não pedem que clientes façam Pix para cancelar fraude. Também não orientam transferência de dinheiro como forma de bloqueio, teste de segurança ou estorno.
Se receber uma ligação desse tipo, desligue imediatamente. Depois, entre em contato com o banco usando apenas os canais oficiais: aplicativo, site oficial, telefone que aparece no cartão ou atendimento presencial.
Também é recomendado nunca clicar em links recebidos por mensagem, não informar senhas e não seguir comandos de supostos atendentes pelo telefone.
Quem perceber que foi vítima deve agir rápido. A primeira atitude é comunicar o banco e solicitar a contestação da transação. Em alguns casos, a instituição pode acionar mecanismos de bloqueio ou análise da operação.
Também é importante:
O alerta vale para todo o Brasil: diante de qualquer ligação envolvendo Pix, banco ou movimentação suspeita, a melhor proteção é desconfiar, desligar e confirmar tudo diretamente nos canais oficiais.