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Trabalhadores que ainda não pediram o ressarcimento de valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep precisam ficar atentos ao prazo. Quem fizer a solicitação até quinta-feira, 30 de maio, terá o pagamento liberado no dia 25 de maio, conforme o calendário divulgado pelo governo federal.

A medida reacende o interesse por um benefício pouco conhecido, mas que pode representar um alívio financeiro relevante. Em média, cada pessoa tem cerca de R$ 2,8 mil disponíveis para saque, segundo dados oficiais. Esse valor, no entanto, varia bastante. Depende do tempo de trabalho e do salário recebido na época. Os montantes já foram corrigidos pela inflação.

O que foi o antigo fundo PIS/Pasep

Criado entre as décadas de 1970 e 1980, o fundo PIS/Pasep tinha outra função. Ele servia como uma espécie de poupança para trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos.

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  • O PIS atendia empregados do setor privado
  • O Pasep era voltado para servidores públicos

Em 1975, os dois programas foram unificados. Mais tarde, em 1988, o modelo deixou de existir e deu lugar ao abono salarial atual.

Anos depois, em 2020, os valores não sacados foram transferidos para o FGTS. Já em 2023, passaram para uma conta única do Tesouro Nacional. Ainda assim, o direito ao dinheiro permanece. O trabalhador só precisa solicitar.

Como consultar se há dinheiro disponível

O primeiro passo é simples. A consulta pode ser feita online, sem sair de casa. O governo disponibilizou duas opções principais:

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  • Site Repis Cidadão
  • Aplicativo do FGTS

No portal Repis Cidadão, o processo segue algumas etapas:

  • Acessar o site oficial
  • Entrar com a conta gov.br
  • Informar CPF e senha
  • Autorizar o acesso
  • Digitar o número do NIS
  • Clicar em pesquisar

Se houver valores disponíveis, o sistema mostra o caminho para o saque.

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Vale um alerta: o acesso exige conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Sem isso, o sistema não libera a consulta.

Onde encontrar o número do NIS

Muita gente trava nessa etapa. O NIS, ou Número de Identificação Social, é essencial para a consulta. Ele tem 11 dígitos e é igual ao número do PIS.

Esse dado aparece em vários canais. Entre eles:

  • Aplicativo do FGTS, dentro dos contratos
  • Cartão Cidadão, logo abaixo do nome
  • Meu INSS, onde aparece como NIT
  • CadÚnico, pelo site ou aplicativo

Também é possível consultar pelo telefone 135, da Previdência Social.

Como pedir o ressarcimento

Depois de confirmar que há dinheiro disponível, chega a etapa mais importante: solicitar o saque.

O pedido pode ser feito de duas formas:

  • Pelo aplicativo do FGTS
  • Em uma agência da Caixa Econômica Federal

No app, o caminho é direto:

  • Fazer login
  • Acessar a opção “mais”
  • Selecionar “ressarcimento PIS/Pasep”
  • Enviar os documentos solicitados

Para o próprio trabalhador, basta apresentar um documento oficial com foto.

Já para herdeiros, o processo exige mais atenção. Será necessário apresentar um dos seguintes documentos:

  • Certidão com dependentes habilitados à pensão por morte
  • Declaração do órgão pagador do benefício
  • Autorização judicial ou escritura pública assinada pelos sucessores

Sem essa documentação, o pedido não avança.

Quando o dinheiro cai na conta

Depois do pedido, a Caixa analisa as informações e envia os dados ao Ministério da Fazenda. Só então o pagamento é liberado.

O valor pode cair:

  • Em conta bancária da Caixa
  • Ou em uma poupança social digital

O prazo depende da data da solicitação. Por isso, quem antecipa o pedido recebe antes.

Prazo final exige atenção

Existe um ponto que não pode passar despercebido. O prazo limite para solicitar o ressarcimento vai até setembro de 2028.

Quem não fizer o pedido até lá perde o direito ao saque. O dinheiro será incorporado ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de recuperação.

Diante disso, a recomendação prática é agir logo. Afinal, deixar esse valor parado não faz sentido, especialmente em um cenário de aperto no orçamento.

Diferença para o abono salarial atual

É importante não confundir. O antigo fundo PIS/Pasep não tem relação direta com o abono salarial pago atualmente.

O abono funciona como um benefício anual, semelhante a um 14º salário. Ele atende trabalhadores que:

  • Trabalharam ao menos 30 dias no ano-base
  • Receberam até dois salários mínimos por mês

Neste ano, o pagamento considera quem trabalhou em 2023.

Ou seja, são programas diferentes, com regras próprias. Ainda assim, ambos têm algo em comum: muita gente deixa de sacar por falta de informação.

E aí fica a pergunta que não quer calar, quantos brasileiros ainda têm dinheiro esquecido sem saber?

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.