A morte de Walter França Nunes, de 47 anos, abalou Simões Filho e deixou a família em busca de respostas. Irmão da primeira-dama Marileide França e cunhado do prefeito Del, Walter trabalhava como segurança quando acabou assassinado na última sexta-feira, 28 de novembro, em Lauro de Freitas.
A família relata que Walter era conhecido no bairro Cristo Rei por ser um homem correto, dedicado ao trabalho e respeitado no segmento de segurança privada. O que torna tudo ainda mais doloroso, segundo os parentes, é o fato de o principal suspeito ser um colega de profissão que recebeu duas oportunidades de emprego dadas pelo próprio Walter.
O relato da família
Um dos irmãos de Walter conversou com a imprensa e descreveu um cenário de dor e indignação. Ele prefere não se identificar por segurança, mas afirma que não vai descansar enquanto o acusado, identificado como Alisson, não for preso.
O irmão contou que Walter, chamado pelos amigos de “Galego”, trabalhava como coordenador de equipe. Ele administrava escalas, supervisionava procedimentos e resolvia problemas rotineiros da operação. Alisson, apontado como autor dos disparos, atuava como segurança no mesmo postoe era subordinado a Walter.
A discussão que terminou em assassinato teria começado horas antes. Testemunhas relataram à família que Walter chamou a atenção de Alisson por um serviço feito de maneira incorreta. Nada incomum na rotina de quem coordena equipes. Mesmo assim, o clima ficou pesado. Os dois trocaram palavras duras e o desentendimento começou.
Como o crime aconteceu
De acordo com o irmão da vítima, quando Walter voltou a conversar com Alisson para resolver o problema, o segurança reagiu com agressividade. Ele teria desferido um soco no rosto de Walter. Com a queda, Alisson sacou a arma e atirou duas vezes. Os disparos mataram Walter ali mesmo, na frente de outros colegas. A frieza do ato chocou os familiares.
“Ele matou o chefe, o homem que o ajudou duas vezes”, desabafou o irmão de Walter. Segundo ele, Walter havia indicado o suspeito para a vaga de emprego pela segunda vez, acreditando que merecia outra oportunidade na empresa.
A fuga
A família diz que Alisson fugiu logo após o crime. Moradores de Macaúbas informaram à polícia que ele costuma alternar entre várias casas de namoradas, o que tem dificultado a captura. Ainda assim, a polícia segue no encalço.
Os parentes fazem um apelo para que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro do suspeito ajude nas buscas. “Denuncie ele. Pense que amanhã pode ser alguém da sua família”, pediu o irmão de Walter, emocionado.
Impacto na família em Simões Filho
O choque se tornou ainda maior porque, no dia seguinte ao crime, a família viajaria para comemorar o aniversário de 70 anos da mãe de Walter, dona Marivalda. Toda a família já estava reunida para a viagem quando recebeu a notícia. O aniversário virou luto.
Dona Marivalda está desolada. Ela perdeu o filho no dia que deveria celebrar a vida. Os parentes contam que Walter era muito próximo da mãe e fazia questão de estar presente em todas as comemorações familiares.
Walter deixou dois filhos, uma jovem de 21 anos e um menino de 11. Os parentes afirmam que ambos estão abalados, tentando entender como alguém querido e trabalhador teve a vida interrompida de forma tão brutal.
A luta por justiça continua
A empresa de segurança onde ambos trabalhavam, segundo a família, está colaborando com a polícia. A prioridade agora é localizar Alisson e esclarecer todos os detalhes do caso.
A comunidade de Simões Filho também se mobiliza. Moradores, amigos e colegas de trabalho pedem por justiça, conscientes de que um crime assim não pode cair no esquecimento.
“Não vamos parar”, declarou o irmão. “Walter merece justiça. A família merece paz.”
O crime a conteceu na Avenida Santos Dumont, na Estrada do Coco, em frente à agência da Caixa Econômica Federal. O caso segue sendo investigado pela 23ª Delegacia Territorial de Lauro de Freitas.





