Moradores de Palmares, em Simões Filho, bloquearam a BA-093 na manhã desta quinta-feira (27/11), para protestar contra a morte de Leonan Rios, um jovem da comunidade que sofreu uma descarga elétrica enquanto jogava futebol na Praça Edmilson Miranda. A notícia caiu como uma bomba na região, que agora aponta a Prefeitura de Simões Filho como responsável pelo descaso que teria provocado a tragédia.
Comunidade diz que o problema era conhecido
Os relatos são diretos. Vizinhos afirmam que o poste energizado, que teria provocado o choque, era motivo de reclamações antigas. Gente que passava ali todos os dias já falava sobre o risco. Pais comentavam sobre o medo de deixar as crianças brincarem na quadra. Mas, apesar dos pedidos, nada saiu do papel. E quando um problema fica exposto por tanto tempo, o pior acaba acontecendo.
Com a morte de Leonan confirmada, os moradores se organizaram rapidamente. Em poucos minutos, o grupo já estava na rodovia, bloqueando a BA-093 e exigindo que a prefeitura tome providências. Muitos disseram que não pretendem deixar a pista até receberem respostas claras.
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Uma tragédia que chocou Simões Filho
A tarde desta quarta-feira (26/11) seguia como tantas outras. Bola rolando, amigos reunidos e risadas ao redor da quadra municipal. Leonan, como sempre, fazia parte da movimentação. Até o momento em que, durante uma jogada, encostou em uma barra de ferro na lateral da quadra. O choque foi muito forte.
Quem estava perto tentou reagir como pôde. Colocaram o jovem no carro e correram para o Hospital de Simões Filho. A tentativa, porém, não conseguiu reverter o quadro. Leonan chegou sem vida. A confirmação espalhou um clima de desespero que dominou o bairro. Em frente ao hospital, a dor coletiva reuniu dezenas de pessoas.

Dor que vira revolta
A quadra onde tudo aconteceu já era alvo de críticas. Falta de manutenção, estrutura ruim, fios expostos e pouca iluminação. Problemas que, somados, criam um terreno perigoso para qualquer atividade. A morte de Leonan não abalou apenas os amigos. Abalou um bairro inteiro. E o bloqueio da BA-093 mostra que a dor se transformou em movimento. Para os moradores, o protesto é a única maneira de tentar evitar que outra vida seja interrompida da mesma forma.





