As investigações sobre o sequestro e assassinato de Williams Nogueira dos Santos Silva, de 28 anos, chegaram ao fim, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A morte Williams ocorreu no dia 15 de novembro de 2025, quando um grupo armado invadiu um Terreiro de Candomblé na região de Cova da Gia. Williams — que era cantor e jogador amador — não tinha qualquer envolvimento com facções e trabalhava na Secretaria de Turismo da Bahia.

Confronto, morte e prisões em Simões Filho
Nesta quinta-feira (5/02), equipes da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho e da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS) localizaram o quarto e último envolvido no crime de Williams. O suspeito, identificado como “Guigui”, de 20 anos, morreu após um confronto com policiais civis, no bairro de Ilha de São João.
De acordo com informações oficiais, “Guigui” tentou fugir ao perceber a chegada das equipes da Polícia Cívil. Durante a fuga, ele teria efetuado disparos contra os policiais, que reagiram. O suspeito foi atingido, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
“Guigui” era apontado pela polícia como uma das lideranças da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) na região e considerado o principal alvo das investigações, por ser acusado de comandar a execução de Williams.

Outros envolvidos já estavam presos
Antes da localização de “Guigui”, um dos autores do crime já havia sido capturado no dia 19 de janeiro, em uma residência na localidade de Ilha de São João, em Simões Filho. Além disso, outros dois investigados foram capturados por policiais militares no mesmo município. Segundo a Polícia Civil, o caso está totalmente elucidado.
Relembre a morte Williams
O assassinato de Williams Nogueira ocorreu no dia 15 de novembro de 2025, no bairro Cova da Gia. Naquele dia, o jovem estava em Simões Filho para participar de um culto em uma casa de Candomblé.
Um grupo armado invadiu um templo religioso em Simões Filho, onde Williams foi abordado por homens armados. Sem qualquer envolvimento com o crime, ele foi sequestrado apenas por morar no Complexo do Nordeste de Amaralina, área associada a facções rivais.
Os criminosos acusaram injustamente o jovem de pertencer ao Comando Vermelho (CV). Williams foi levado para uma região de mata fechada, no bairro Cova da Gia, onde passou a ser brutalmente torturado.
Durante o sequestro, os suspeitos obrigaram a vítima a fazer o sinal do número “3”, gesto associado à facção criminosa, enquanto registravam imagens da violência. O crime terminou de forma ainda mais cruel, com o assassinato e o esquartejamento de Williams.
Corpo foi encontrado dois dias depois. Na manhã do dia 17 de novembro de 2025, o corpo de Williams foi localizado enterrado em duas covas rasas, em uma área de difícil acesso, cercada por mata densa.





