As buscas pelo motorista de aplicativo João Henrique Cerqueira, de 25 anos, morador de Simões Filho, levaram a família do motorista e uma equipe de reportagem a uma área apontada como um “cemitério” usado por uma facção criminosa no Centro Industrial de Aratu (CIA), em um ponto que fica entre Simões Filho e Salvador.
A região é conhecida por relatos de execuções e desova de corpos. O local fica perto de onde o celular dele foi desligado e também de onde encontraram o carro usado por ele nas corridas, abandonado, o que aumentou a tensão entre familiares.
Nesta terça-feira (13), durante novas buscas no local, a equipe identificou várias covas rasas em meio ao matagal. A cena reforçou o temor de que a área sirva para ocultar corpos de vítimas da criminalidade. Quem conhece o CIA sabe que o terreno irregular, com vegetação fechada e pouca circulação em certos trechos, costuma virar esconderijo para práticas desse tipo. E a pergunta que não sai do ar é inevitável, quantas histórias podem estar soterradas ali?
O histórico recente da região pesa. Em vídeo divulgado pela reportagem do Alô Juca, imagens mostram um “cemitério” de covas rasas na área, mas o motorista de aplicativo João Henrique ainda não foi encontrado.
Veja o vídeo:
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Apesar das buscas, João Henrique ainda não foi encontrado
João Henrique está desaparecido desde a noite de domingo (11). Morador de Simões Filho, ele avisou a esposa, Josiela, por volta das 22h, que faria a última corrida antes de voltar para casa. O contato parou ali. Pouco depois, segundo ela, a localização do celular sumiu. As ligações não completaram, as mensagens deixaram de ser entregues e o telefone ficou desligado. Outro ponto investigado é o celular de João. A última localização do aparelho apontou para uma rua nas proximidades da fábrica Ypê. Veja a matéria completa do caso.
A equipe do N1N segue apurando informações do caso que possam esclarecer o paradeiro do jovem.





