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A Nail Designer Jucyele Sena, de 20 anos, vive dias de angústia desde o desaparecimento do marido, o motorista de aplicativo João Henrique Cerqueira de Matos, de 25 anos. Ela tem acompanhado buscas, repassado informações à equipe que ajuda a família e feito apelos por pistas desde o último domingo (11), quando ele sumiu após encerrar quase todas as corridas da noite. O desparecimento dele entra no 6º dia.

 O casal

Jucyele mora com João em Simões Filho. Quem convive com o casal descreve uma relação de parceria. Jucyele e João vinham se apoiando para manter a rotina e cuidar da família. Ela trabalha como Nail Designer, especialista em beleza e estética das unhas, e ele atua como motorista de aplicativo.

Jucyele e João
Jucyele e João | Créditos: (Reprodução/Redes Sociais)

Recentemente, eles passaram por uma dor recente, a perda do primeiro filho do casal, e seguiram juntos, tentando se reerguer. Agora, a ausência de João volta a colocar a família sob pressão, e Jucyele tenta manter a firmeza em meio à incerteza.

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Na noite do desaparecimento, João avisou a Jucyele que estava finalizando o trabalho e faria apenas mais uma corrida. Pouco depois, o contato parou. Desde então, Jucyele luta por informações.

Jucyele e João
Jucyele e João | Créditos: (Reprodução/Redes Sociais)

“Deus é quem está me dando forças para continuar nessa luta que tem sido tão dolorosa. A mãe dele está sem condições de saúde, tanto física quanto mental, para estar aqui, o sofrimento é grande demais. Mesmo assim, eu estou aqui, junto com algumas pessoas que não desistiram e seguem firmes nessa busca”, pontuou Jucyele.

Jucyele tem feito diversos apelos nas redes sociais e também à imprensa, pedindo apoio nas buscas e solicitando que qualquer informação sobre o paradeiro de João seja repassada às autoridades ou à família.

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Jucyele Sena em Simões Filho
Jucyele Sena, de 20 anos

“Eu imploro: não nos deixem sozinhos. Quero continuar nas buscas, não posso e não vou desistir. Por favor, nos ajudem a encontrar o João”, pediu, muito abalada, a esposa de João..

Com as buscas atualmente paradas, Jucyele pede apoio das autoridades. “Venho, com o coração em pedaços, pedir ajuda às autoridades e a todos que possam colaborar nas buscas para encontrar João”.

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“Suplico que nos digam onde ele está, seja vivo ou morto. Precisamos saber a verdade. Por favor, tenham piedade do nosso sofrimento, dessa dor que não nos deixa dormir e dessa angústia que corrói a nossa alma. Sei que a dor jamais vai passar, mas, se ele já não estiver mais entre nós, precisamos ao menos dar a ele um enterro digno e poder nos despedir”, desabafou.

“Não temos mais informações sobre onde ele possa estar. As únicas pistas que a gente tinha, nós já procuramos, e não encontramos nada”, concluiu Jucyele.

Duas versões são as mais comentadas

Duas hipóteses ganharam força em Simões Filho:

  • Armadilha com João “no meio” sem saber: esta é a linha mais comentada até agora. Nos bastidores, circula a possibilidade de ele ter sido chamado para buscar um passageiro na Região de São Tomé de Paripe e, no trajeto, criminosos terem interceptado o carro para capturar o passageiro. Nessa linha, João não teria qualquer ligação com o alvo e acabou envolvido de forma totalmente inocente, apenas por estar no lugar errado, na hora errada. Nesse cenário, ele teria sido levado depois de presenciar a ação, em uma tentativa de eliminar testemunhas.
  • Emboscada durante a corrida: também é considerada na apuração. A hipótese aponta que João pode ter sido atraído para uma armadilha enquanto trabalhava, já que a rotina de motorista por aplicativo inclui chamadas em áreas isoladas, principalmente à noite. O aviso da “última corrida” e o sumiço em seguida reforçam essa leitura. O carro intacto e o interior revirado sugerem que alguém procurou itens como celular e documentos.

O que se tem de concreto até agora?

João está desaparecido há 6 dias, sem notícias. O carro alugado usado por João nas corridas apareceu intacto, porém abandonado e revirado nos fundos da Ceasa. Já o celular parou de dar sinais, e a última localização aponta para a rotatória do Centro Industrial de Aratu, próximo a Bosch em Simões Filho. A família fez buscas mobilizado pessoas para ajudar, mas, até agora, não houve nenhuma informação concreta ou sinal do paradeiro de João.

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