A Polícia Civil da Bahia divulgou detalhes da Megaoperação Peptídeos, que resultou na prisão em flagrante da enfermeira Lorena Almeida, filha da vereadora de Simões Filho Andreia Almeida, e de outros 11 investigados.
A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (11). Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a prisão de Lorena ocorreu durante uma investigação que apura a comercialização clandestina de medicamentos usados no tratamento de diabetes, divulgados nas redes sociais para fins estéticos e de emagrecimento.
Policiais atuaram em oito bairros de Salvador, além de cidades como Simões Filho, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana. Os policiais também cumpriram 57 mandados de busca e apreensão nessas regiões e na capital de São Paulo.

Durante a ofensiva, equipes policiais realizaram:
- 3 prisões em flagrante
- 9 prisões por mandado judicial
- 57 mandados de busca e apreensão entre Bahia e São Paulo
Quem é Lorena Almeida?

Lorena Almeida trabalha como enfermeira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Cia 1. Ela é filha da vereadora de Simões Filho Andreia Almeida e do vereador Luciano Almeida, pessoas influentes na política da cidade. A enfermeira aparece entre os investigados presos durante a operação.

De acordo com o delegado da DECON, Thiago Costa, a polícia já investigava Lorena antes da prisão em flagrante. Segundo ele, a enfermeira comercializava medicamentos usados para emagrecimento de forma irregular.
“Foi presa em flagrante, nós ja vinhamos investigando essa pessoa. Ela realmente comercializa os medicamentos emgracedores. Ela mesma faz a entrega, insclusive no carro dela. Conhecida na região de Simões Filho. Até por que ela é enfermeira. Ela também foi usuária da medicação em determinado momento. Por isso que ela tem expertise em fazer o fracionamento e a comercialização em doses que é algo prioibido e que só deve ser feito em farmácias”, disse o delegado em entrevista ao SBT. Confira abaixo a entrevista na Íntegra!
Veja o vídeo com a entrevista do Delegado sobre Lorena Almeida:
A investigação durou cerca de 3 meses
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos vendiam substâncias destinadas ao tratamento de diabetes tipo 2 para uso estético e emagrecimento. Em muitos casos, as vendas ocorreriam sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação brasileira.
As apurações apontam que os produtos eram vendidos principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens. Além disso, os agentes identificaram sinais de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado. A apuração também revelou que a comercialização ocorria sem comunicação prévia aos órgãos de vigilância sanitária, prática que contraria as normas de segurança alimentar.
A investigação que resultou na operação durou cerca de três meses. A Operação Peptídeos ficou sob coordenação do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON). Mais de 200 policiais civis participaram da ação.
Equipes de vários departamentos da Polícia Civil atuaram na operação, entre eles:
- DEIC
- DENARC
- DRACO
- DHPP
- DIP
- DEPOM
- DEPIN
- POLINTER
- COPJ
- CORE
As investigações continuam. A polícia busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema.





