Nestas segunda-feira, 26 de janeiro, completam-se duas semanas do desaparecimento do Morador de Simões Filho João Henrique Cerqueira, de 25 anos, em Salvador. O jovem sumiu após aceitar uma corrida nas proximidades da praia de São Thomé de Paripe, no subúrbio ferroviário da capital baiana. Desde então, a família vive à espera de respostas e a polícia segue sem pistas concretas sobre o paradeiro dele.
Investigações em andamento
A Delegacia Territorial de Simões Filho conduz o caso e concentra esforços na coleta de depoimentos. Um passageiro que havia solicitado a corrida de João foi ouvido. Ele relatou que João cancelou a viagem momentos antes do encontro, após dois homens se aproximarem do carro e conversarem com o motorista pela janela.
As primeiras informações da investigação indicam que traficantes podem ter abordado João antes mesmo de ele embarcar o passageiro solicitado pelo aplicativo. Os suspeitos podem ter ordenado que o motorista os levasse a outro local.
Horas depois do desaparecimento, policiais localizaram o carro alugado usado por João, abandonado em uma estrada próxima ao CIA Aeroporto, nos fundos da região da Ceasa. O último sinal do celular dele apontou para o Centro Industrial de Aratu, na Via das Torres.
Equipes realizaram buscas em áreas de mata e terrenos abertos ao longo da semana seguinte ao desaparecimento, mas não encontraram novas pistas.
Investigadores recolheram um cooler no porta-malas do veículo, mas não o submeteram à perícia por falta de condições técnicas. Segundo a família, o objeto não tinha superfície lisa suficiente para a coleta de impressões digitais ou outros vestígios.
Família cobra respostas
João Henrique mora em Simões Filho com a esposa, Jucyele Sena, de 20 anos. Os dois se conheciam desde a adolescência e tinham uma relação de anos. Abalada, ela acompanha de perto cada passo da investigação e tem feito apelos públicos por informações.
Segundo Juciele, João era um homem tranquilo, trabalhador e dedicado à família. Ele também era pai de um menino de 8 anos. A jovem relata que enfrenta, além da angústia da espera, boatos e acusações nas redes sociais, o que, segundo ela, só dificulta o momento vivido pela família.
Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o caso pode entrar em contato com o Disque Denúncia, pelo número 181, ou com o Alô Juca. O sigilo é garantido.





