Muita gente ainda pensa que tem tempo de sobra, mas a verdade é que o prazo final para o antigo Registro Geral (RG) está correndo! Embora o governo tenha estendido a validade do modelo antigo até 28 de fevereiro de 2032, por meio do Decreto nº 10.977/2022, alguns brasileiros, na verdade, precisam correr para trocar a identidade pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) bem antes disso. É bom ficar de olho!
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) é uma modernização e tanto. Ela adota o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como o único número de identificação nacional, o que é um passo enorme para a segurança e para evitar fraudes. Isso simplifica a vida de todo mundo, afinal, as informações passam a ser integradas em um fluxo nacional e em tempo real. Mesmo com essa data-limite lá na frente, existem cinco situações bem claras que fazem a troca da sua identidade ser urgente ou até obrigatória agora. Se você se encaixa em alguma delas, não dá para adiar.
1. Meu RG está velho ou estragado
Um dos motivos mais comuns para essa corrida na substituição da identidade é o estado do documento. Imagine só: se o seu RG antigo estiver danificado, rasurado, molhado, mal plastificado ou com qualquer detalhe — como nome, foto ou número — ilegível, ele simplesmente deixa de servir como identificação legal. E, claro, as instituições podem recusar o documento na hora.
É fundamental entender que, neste caso, a troca se torna obrigatória. Você precisa garantir sua capacidade de se identificar em qualquer lugar, seja no banco, em cartórios, e principalmente se for viajar, ainda que para países do Mercosul.
2. A foto do seu documento já tem mais de 10 anos
Apesar da lei não dar um prazo de validade oficial para o RG antigo, a prática do mercado é outra. Muita gente sabe que instituições como bancos, cartórios, o INSS e até a Polícia Federal, na hora de fazer o passaporte, costumam exigir que a identidade tenha sido emitida há, no máximo, 10 anos.
Desse modo, se sua foto já está bem diferente ou se a data de emissão passou de uma década, a renovação é muito, muito aconselhada. Trocar logo evita que você tenha o acesso a serviços essenciais barrado, já que eles querem uma identificação mais recente e confiável. Substituir sua identidade pela CIN resolve esse perrengue de uma vez.
3. Mudar de nome ou estado civil
Qualquer modificação que afete seus dados pessoais registrados na identidade exige que você emita uma nova carteira. Isso é o caso de quem se casou ou se divorciou, ou quem precisou mudar de nome por algum outro motivo.
Para que a nova identidade mostre a informação correta e atualizada, você deve levar a certidão de nascimento ou casamento original, ou cópia autenticada, quando for fazer a solicitação. É importante que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) esteja sempre refletindo sua situação mais recente.
4. Perdi, roubaram ou furtaram o documento
Se você perdeu, teve o RG antigo roubado ou furtado, a atitude certa é pedir a segunda via. O que acontece, e você precisa saber, é que esse novo documento será emitido automaticamente já no padrão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
A dica de ouro aqui é registrar um Boletim de Ocorrência (BO) rapidinho. O registro é a sua defesa e proteção para evitar que o documento antigo seja usado de forma indevida por terceiros, trazendo mais segurança legal para você.
5. Vai viajar para o Mercosul? O RG antigo pode não ser aceito
Mesmo que o RG seja, em teoria, aceito para entrar nos países do Mercosul, prepare-se, pois algumas companhias aéreas e autoridades de imigração podem ser bem rigorosas. Eles costumam implicar bastante, especialmente se o documento estiver danificado ou for muito, muito antigo.
Para não ter dor de cabeça no embarque ou na imigração, a melhor jogada é a substituição da identidade pela CIN. A nova carteira tem recursos de segurança avançados, como o QR Code e a zona legível por máquina (MRZ), que é igual a dos passaportes, e isso facilita demais o trânsito internacional.
Lado bom
O lado positivo de tudo isso é que a primeira emissão e a renovação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) não custam nada. Somente o modelo feito em cartão de policarbonato tem um custo, que cada estado define. Se você viu que se encaixa em alguma dessas cinco condições, não perca tempo: procure o órgão emissor do seu estado, pode ser o Instituto de Identificação ou o Detran, e agende a emissão da sua nova identidade.





