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Fraudes em postos de combustíveis sempre deixaram motoristas desconfiados. Não é para menos. Na última semana, a operação Carbono Oculto mostrou o tamanho desse problema no país. Foram 1.400 agentes mobilizados e 350 alvos atingidos em oito estados. O balanço revelou esquemas bilionários de sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração de bombas.

Entre as práticas encontradas, uma chamou atenção: o famoso “golpe da bomba baixa”. Nesse caso, os equipamentos eram alterados para entregar menos combustível do que aparecia no visor. O cliente pagava por 40 litros, mas saía com bem menos no tanque. Para enfrentar fraudes desse tipo, começa a ganhar espaço uma novidade brasileira: a bomba de combustível criptografada antifraude, que será obrigatória em todos os postos do país.

Como a nova bomba funciona

Hoje, três fraudes dominam o setor: adulteração do combustível, manipulação na medição e sonegação de impostos. A mais difícil de perceber é justamente a adulteração na medição, feita por meio de alterações eletrônicas entre o visor e o medidor.

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A bomba criptografada chega para fechar essa brecha. O equipamento usa uma assinatura digital inviolável, que cria um carimbo eletrônico em cada abastecimento. Se alguém tentar mexer no sistema, ele trava ou acusa erro imediatamente. Além disso, a bomba tem monitoramento remoto, memória inviolável e bloqueio nos cabos de automação, pontos antes explorados pelos fraudadores.

Onde nova bomba já foi instalada

São Paulo saiu na frente. O estado já conta com 177 postos equipados, sendo apenas 15 na capital. No total, são 460 bombas em funcionamento. Para ajudar os consumidores, o Ipem-SP lançou a campanha Bomba Segura, com um painel online que mostra quais estabelecimentos já utilizam a nova tecnologia em cada cidade.

Essa transparência dá mais poder de escolha ao motorista, que pode optar por locais com o sistema aprovado e certificado.

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Quanto custa a novidade

O preço para os donos de postos é outro ponto importante. Uma bomba criptografada custa 20% a 30% a mais do que uma convencional. Para que todos consigam se adaptar, o setor discute formas de financiamento pelo BNDES. O prazo final para os postoss instalarem as novas bombas é 2029, mas, até lá, muitos postos ainda vão operar com as bombas antigas. Por isso, a atenção do consumidor continua sendo essencial.

Como se proteger até a troca total

  • Desconfie de preços muito abaixo da média;
  • Evite promoções que aceitem apenas dinheiro ou apps pouco conhecidos;
  • Exija sempre a nota fiscal;
  • Verifique o selo do Inmetro ou do Ipem;
  • Peça o teste da medida-padrão de 20 litros, disponível em qualquer posto.

O alerta é claro: quem frauda em um ponto dificilmente age de forma correta em outros. Por isso, se notar algo estranho, o ideal é procurar outro local para abastecer.

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Resumo: A adoção das bombas criptografadas marca um novo momento no setor de combustíveis. Além de proteger os consumidores, reforça a credibilidade dos estabelecimentos que atuam corretamente. A mensagem é simples: quem instala a nova bomba mostra que não tem nada a esconder.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.