A cidade de São Paulo enfrenta um dos maiores apagões dos últimos anos, e a Enel São Paulo ainda não consegue apontar o horário de normalização. O diretor Marcelo Puertas, que concedeu entrevista ao programa Brasil Urgente nesta segunda-feira, afirmou que a rede está instável após o vendaval que atingiu a capital.
O que provocou a falta de energia em São Paulo
A falta de energia em São Paulo começou após a ventania forte que atingiu a cidade. As rajadas derrubaram árvores e danificaram vários trechos da rede elétrica, o que espalhou interrupções por diferentes bairros. Como novas ocorrências continuam aparecendo enquanto as equipes trabalham, a situação ficou ainda mais difícil de estabilizar.
Os ventos chegaram a 98,1 km por hora e derrubaram árvores e galhos sobre a rede elétrica, o que ampliou os desligamentos em várias regiões da capital.
Aneel notifica Enel por falhas no atendimento
O cenário levou a Aneel a pedir explicações formais à concessionária. A agência enviou uma notificação nesta tarde, enquanto 2,2 milhões de pontos permaneciam no escuro.
A Aneel solicitou uma série de informações que devem ser entregues em até cinco dias. Entre as exigências estão:
- gráfico da curva de recomposição, com o horário do pico de interrupções e o ritmo de restabelecimento
- registros sobre a mobilização do call center durante o aumento de chamadas
- detalhamento da atuação das equipes próprias e terceirizadas, com comprovação técnica
- cópia do laudo meteorológico e a data em que a distribuidora tomou conhecimento do evento
- A agência também quer saber se a estrutura da Enel acompanha o tamanho da área sob sua concessão.
Que horas a luz vai voltar?
A situação, segundo Puertas, ainda cresce em número de ocorrências. Ele explicou que diversas falhas chegam às equipes ao longo do dia, o que impede qualquer previsão segura sobre o retorno da energia. O diretor disse que a madrugada deve trazer um cenário mais claro, já que os times seguem em campo e encerram parte dos reparos somente à noite.
As equipes religam trechos da rede ao mesmo tempo em que novas quedas entram no sistema. Esse fluxo constante, de acordo com a Enel, torna inviável anunciar um horário fixo para restabelecimento.
A Enel também não apresentou uma estimativa de normalização. A companhia informou que cerca de dois milhões de clientes seguem sem energia. Para tentar acelerar o atendimento, a concessionária disse que reforçou o trabalho de campo e colocou 1.300 equipes em operação.





