PUBLICIDADE

A Polícia Civil intensificou as investigações após a morte dos trabalhadores Jackson Santos Macedo, Patrick Vinícius dos Santos Horta e Ricardo Antônio da Silva Souza. O caso levou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, DHPP, a deflagrar a Operação Signum Fractum, uma força-tarefa criada para identificar e prender todos os envolvidos no crime.

Desde o início, a polícia trata o episódio como uma execução ordenada pelo crime organizado e revelou o verdadeiro motivo que levou à morte dos trabalhadores. Confira todos os detalhes revelados pela polícia.

Quem eram as vítimas

Os três homens trabalhavam como técnicos de uma empresa de internet. Eles prestavam serviço de instalação de fibra óptica quando foram abordados pelos criminosos no dia 16 de dezembro.

PUBLICIDADE
Jackson, Ricardo e Patrick foram mortos em Salvador
Jackson, Ricardo e Patrick foram mortos em Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Patrick Vinícius dos Santos Horta estava no segundo dia de trabalho. Pai de um menino de 7 anos, morava no bairro de Castelo Branco. Praticava jiu-jítsu e passou cerca de seis meses desempregado antes de conseguir a vaga na empresa.
  • Ricardo Antônio da Silva Souza morava na região da Rótula do Abacaxi e deixou uma filha de 14 anos. Ele trabalhava havia três anos na Planet Internet, onde atuava como motorista e instalador. Era conhecido entre colegas pela experiência no serviço.
  • Jackson Santos Macedo era casado, morava no bairro do Lobato e tinha um filho de 19 anos. No dia do crime, usou o próprio carro para chegar ao trabalho dentro do horário previsto.

Como o crime realmente aconteceu em Salvador

Era por volta das 8h quando os três iniciaram a rota de trabalho. Como faziam com frequência, gravaram vídeos da rotina e publicaram nas redes sociais. Ao longo do dia, prestaram atendimento na região de Marechal Rondon.

Durante o serviço, traficantes do BDM que atuam na área passaram a observar os técnicos. Segundo a investigação, os criminosos suspeitaram que os trabalhadores estariam instalando câmeras de monitoramento para uma facção rival, o Comando Vermelho, CV.

A polícia confirmou que essa suspeita não procedia. Os bandidos estavam enganados. Os técnicos apenas instalavam cabos de fibra óptica. Mesmo assim, os traficantes repassaram a informação errada para lideranças do grupo criminoso, incluindo integrantes que já estavam presos.

PUBLICIDADE

A ordem para o crime partiu desses líderes. Por volta das 17h, os trabalhadores foram sequestrados em Marechal Rondon. Em seguida, foram levados para outro ponto da cidade, onde sofreram tortura e foram executados. Os corpos foram abandonados na região do Alto do Cabrito.

Segundo fontes da Polícia Civil, o local foi escolhido de forma estratégica. Os criminosos queriam colocar o crime na conta do Comando Vermelho.

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

VEJA O VÍDEO ENTENDA COMO TUDO ACONTECEU

Joel Paviotti conta todos os detalhes imagens:

Envolvimento de traficantes

As investigações apontam a participação de pelo menos 11 integrantes do Bonde do Maluco. Três dos quatro mandantes estão presos e autorizaram as mortes. Os outros suspeitos atuaram como executores, vigias ou apoio logístico.

De acordo com apuração do N1N, os mandantes foram identificados pelos apelidos de “Capenga”, “Fofão”, “Colorido” e “Jegue”. Eles tomaram a decisão após receberem a denúncia de que os técnicos estariam instalando câmeras.

Vídeos analisados pela polícia mostram o monitoramento dos trabalhadores antes do sequestro. Em uma das gravações, criminosos citam um dos suspeitos enquanto questionam o tipo de serviço realizado pelas vítimas.

Presos e confronto policial em Salvador

A Polícia Civil não divulgou oficialmente os nomes de todos os presos. O N1N apurou que entre os detidos está um identificado como “Cabeça de TV” .

Outro suspeito, Jeferson Caíque Nunes dos Santos, conhecido como “Badalo”, morreu após trocar tiros com policiais no bairro de Massaranduba, no último domingo, dia 21.

Segundo a investigação, Cabeça de TV monitorou os trabalhadores desde Marechal Rondon até o local onde os corpos foram encontrados no Alto do Cabrito.

Mandante segue foragido

Jegue, apontado como um dos mandantes da execução, segue foragido. Ele já integrou o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, SSP-BA. Conforme apuração do Aratu On, o suspeito está no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil mantém as buscas e afirma que a investigação continua aberta. Novas prisões não estão descartadas.

Compartilhar.
Avatar photo

A Agência N1N é a agência de notícias oficial do portal N1N, responsável por produzir e publicar conteúdos jornalísticos com agilidade, clareza e compromisso com a informação de qualidade.