O Mercado Municipal de Simões Filho costuma registrar movimento intenso nas primeiras horas do dia, com vendedores e compradores circulando em meio a negociações de produtos variados. Entre esse vai e vem, a venda ilegal de aves silvestres, embora proibida, é uma prática que costuma ocorrer de forma discreta, misturada à rotina do comércio local. No entanto, na manhã deste sábado (06/12), essa movimentação foi surpreendida por uma ação da polícia.
Operação no Mercado Municipal de Simões Filho
A Polícia Militar, por meio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental, COPPA, realizou uma operação de fiscalização que resultou no resgate de 55 aves silvestres que estavam sendo comercializadas irregularmente no mercado. A ação integra o esforço contínuo das autoridades para combater o tráfico de fauna na Região Metropolitana de Salvador.
As aves estavam em situação de maus-tratos, segundo os agentes. Entre elas, espécies bastante visadas no mercado clandestino por causa do canto ou da plumagem, como papa-capim, cardeal, tico-tico, trinca-ferro e canário-da-terra. A prática atrai compradores, mas também provoca danos severos ao equilíbrio ambiental. Afinal, a captura reduz populações nativas e incentiva novas ações criminosas.

Prisões e encaminhamento dos animais
Dois homens que negociavam as aves foram presos e levados à Central de Flagrantes da Região Metropolitana. Eles responderão por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais. A polícia informou que manterá o monitoramento na área para evitar que novos vendedores ocupem o espaço.

As aves seguiram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, CETAS, onde especialistas farão a avaliação clínica, a triagem e, quando possível, a reabilitação para retorno ao habitat natural.
Impacto
A cena se repete há anos, segundo equipes ambientais, e revela um ponto crítico para o tráfico de fauna na Região Metropolitana de Salvador. Cada operação confirma o mesmo cenário, com animais mantidos em condições precárias e ofertados como mercadoria comum. Para os agentes, retirar cada animal das mãos dos traficantes significa proteger espécies nativas e interromper uma cadeia criminosa que ameaça o meio ambiente.





