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O PIS/PASEP segue sendo um dos benefícios mais esperados pelos trabalhadores formais no Brasil. A cada ano, milhões de pessoas recebem o abono salarial, que representa um reforço importante no orçamento. Mesmo assim, muitos ainda deixam de sacar o valor ou acabam recebendo menos do que poderiam, por desconhecer detalhes sobre as regras do programa. Saber exatamente quem tem direito, quanto será pago e o que fazer para garantir o valor máximo pode evitar prejuízos.

Quem tem direito ao PIS/PASEP

O pagamento do PIS/PASEP depende do cumprimento de algumas exigências definidas pelo governo federal. Para receber, é preciso:

  • Ter trabalhado com carteira assinada por, pelo menos, 30 dias em 2023;
  • Estar inscrito no programa há cinco anos ou mais;
  • Ter recebido, em média, até dois salários mínimos mensais durante o ano-base;
  • Ter os dados enviados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

Essas regras valem para todos, e qualquer erro cadastral pode travar o pagamento. Por isso, o ideal é sempre confirmar com o setor de RH se as informações foram enviadas corretamente. Um pequeno detalhe pode fazer diferença entre receber ou não o benefício.

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Quanto será pago em 2025

O valor do PIS/PASEP 2025 varia conforme o tempo de trabalho formal em 2023. O cálculo é simples: o trabalhador recebe uma fração do salário mínimo, que neste ano é de R$ 1.412. A conta funciona assim:

  • 1 mês de trabalho: R$ 117;
  • 2 meses: R$ 235;
  • 12 meses: R$ 1.412.

Quem trabalhou o ano inteiro com carteira assinada recebe o valor total. Já quem teve vínculo por um período menor recebe de forma proporcional. É um cálculo automático, mas depende de as informações do empregador estarem certas nos sistemas do governo.

Como garantir o valor máximo

Nem todo mundo sabe, mas é possível se planejar para não perder nenhum centavo do benefício. O segredo está em manter tudo em ordem: dados, vínculo formal e atenção aos prazos. Veja os principais pontos.

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Mantenha o cadastro atualizado

O primeiro passo é simples: verificar se o cadastro está correto. Dados desatualizados são um dos motivos mais comuns de bloqueio. Confira seu número de PIS no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no Meu INSS, confirme se o nome e o CPF estão certos e, se houver dúvida, entre em contato com a Caixa ou o Banco do Brasil. Evite deixar para depois, porque correções podem demorar.

Converse com o setor de RH

O empregador tem a responsabilidade de declarar as informações do funcionário. Um erro na RAIS ou no eSocial pode impedir o pagamento. Peça o comprovante de envio e confirme se o período de trabalho está correto. Às vezes, uma simples falha de digitação faz o benefício desaparecer do sistema.

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Trabalhe sempre com carteira assinada

O abono depende do tempo de registro formal. Ficar muitos meses sem carteira assinada reduz o valor a receber no ano seguinte. Sempre que possível, mantenha vínculos dentro da CLT para garantir a contagem completa.

Fique de olho nas datas de saque

O governo divulga o calendário oficial todos os anos. Quem não retira o valor dentro do prazo pode perder o benefício. Em alguns casos, dá para pedir o resgate retroativo, mas o processo é mais burocrático. Por isso, acompanhe pelo Caixa Tem ou pela Carteira de Trabalho Digital para não deixar o dinheiro parado.

Como consultar o PIS/PASEP

Consultar o benefício ficou muito mais fácil. Tudo pode ser feito online, sem precisar ir a uma agência:

  • Carteira de Trabalho Digital: acesse a aba “Benefícios” e verifique o status do pagamento.
  • Caixa Tem: entre em “Abono Salarial” e confira o valor e a data de liberação.
  • Banco do Brasil: para servidores públicos, a consulta é feita no app ou site, em “Benefícios”.

O que são as cotas do PIS/PASEP

As cotas do PIS/PASEP são valores antigos, diferentes do abono salarial, depositados até 1988. Elas ainda podem ser resgatadas por:

  • Pessoas com mais de 60 anos;
  • Aposentados;
  • Trabalhadores com invalidez ou doenças graves;
  • Herdeiros de quem faleceu.

O saque é feito na Caixa ou no Banco do Brasil, com documentos que comprovem o direito. É um dinheiro que muita gente nem imagina que ainda pode receber.

Milhares ainda não sacaram o benefício

O governo estima que milhões de reais em valores do PIS/PASEP seguem esquecidos. Muitos trabalhadores simplesmente não sabem que têm direito. Quem teve carteira assinada entre 1971 e 1988 pode consultar se há valores disponíveis pelo aplicativo FGTS ou nas agências bancárias, informando CPF e documento com foto.

O que fazer se o valor não cair

Se você cumpre todas as regras e mesmo assim não recebeu o abono, o primeiro passo é verificar se o empregador enviou as informações corretamente. Depois, confirme se sua inscrição no PIS/PASEP tem mais de cinco anos. Em seguida, consulte os aplicativos da Caixa ou do Banco do Brasil. Persistindo o problema, leve seus documentos e carteira de trabalho até uma agência para que o caso seja revisado.

O PIS/PASEP representa mais do que um benefício: é um direito que ajuda milhões de brasileiros a reforçar a renda anual. Estar atento às regras, manter os dados atualizados e acompanhar os prazos é o que garante o valor integral. Informação e organização continuam sendo as melhores ferramentas para não deixar o dinheiro parado e receber o que é seu por direito.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.