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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que muda as regras do Imposto de Renda e amplia a isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta ainda precisa passar pelo Senado, mas já anima muita gente. A medida faz parte das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vem com uma boa notícia: deve dar um alívio real no bolso de milhões de brasileiros, especialmente de quem sente o peso do imposto todo mês.

A ideia do governo é simples: cobrar de forma mais justa. Quem ganha pouco vai pagar menos, e quem ganha muito, um pouco mais. Segundo as estimativas, a mudança deve atingir diretamente milhões de trabalhadores da classe média e baixa, que hoje sentem o peso do imposto todo mês.

Quem ganha até R$ 5 mil não paga mais imposto

Com a nova regra, quem ganha até R$ 5 mil por mês vai finalmente ficar livre do Imposto de Renda. É um alívio e tanto pra muita gente. Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança deve alcançar algo em torno de 10 milhões de brasileiros. Na prática, quase 65% de quem declara o imposto no país vai parar de pagar. É um número grande e mostra o quanto essa nova regra pode fazer diferença no bolso de muita gente. Um número que mostra o tamanho do impacto dessa nova faixa de isenção.

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Hoje, só quem ganha até R$ 2.824 está isento. Ou seja, o novo limite praticamente dobra essa faixa. Na prática, o governo quer reduzir a pressão sobre quem vive do salário e ainda enfrenta o peso da inflação e dos juros altos.

Desconto para quem ganha até R$ 7.350

E não para por aí. Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 também será beneficiado, com um desconto parcial e escalonado no valor do imposto. A mudança deve atingir mais 16 milhões de contribuintes.

O texto original previa o desconto até R$ 7 mil, mas o relator Arthur Lira (PP-AL) ampliou o teto. Acima de R$ 7.350, continuam valendo as regras antigas, com alíquotas que chegam a 27,5%.

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O governo acredita que, com a nova tabela, o peso do IR no bolso de quem ganha até R$ 7 mil deve cair bastante. A expectativa é que essa folga ajude a reaquecer o consumo e movimentar o comércio.

Imposto mínimo para grandes rendas

Para equilibrar as contas, o projeto cria um imposto mínimo para os mais ricos. A ideia é que quem ganha muito não pague proporcionalmente menos do que quem vive de salário.

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Essa mudança deve alcançar mais ou menos 141 mil pessoas que ganham acima de R$ 50 mil por mês. A cobrança não vem de uma vez — ela vai subir aos poucos, até chegar a 10% pra quem recebe mais de R$ 100 mil mensais.

O governo diz que o objetivo é bem claro: fechar as brechas que, há anos, permitiam que os mais ricos pagassem menos imposto do que gente comum, como professores e policiais. Uma tentativa, enfim, de equilibrar um jogo que sempre foi desigual.

Dividendos voltam a ser tributados

Outra grande mudança é a volta da tributação sobre dividendos, que há anos são isentos. A nova alíquota será de 10% para valores acima de R$ 50 mil por mês por empresa.

A cobrança será feita direto na fonte, a partir de 2026. Caso o contribuinte não se enquadre como alta renda no final do ano, o valor retido será devolvido no ajuste anual.

Com isso, o Brasil se aproxima de países que já cobram imposto sobre lucros e dividendos — uma forma de deixar o sistema mais equilibrado.

O que fica fora da cobrança

Nem tudo entra nessa conta. Estão de fora heranças, poupança, indenizações por acidente ou doença grave, aposentadorias nesses casos, dividendos pagos por governos estrangeiros, além de investimentos isentos como LCI, LCA, fundos imobiliários, Fiagro e debêntures incentivadas.

Também ficam livres 80% da renda da atividade rural, o que ajuda produtores e pequenos agricultores.

Reforço para estados e municípios

Com mais gente isenta, a arrecadação dos estados e municípios deve cair. Por isso, o projeto prevê transferências extras para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).

Se houver sobra de arrecadação com a nova cobrança sobre grandes rendas, o dinheiro será repassado a cada três meses para equilibrar as contas locais.

Quando as novas regras entram em vigor

Agora, o texto segue para o Senado Federal. Se for aprovado sem mudanças, as novas regras passam a valer em 1º de janeiro de 2026, influenciando a declaração do Imposto de Renda feita em 2027.

O governo vê essa proposta como um passo importante para deixar o sistema mais justo, reduzir o peso sobre quem ganha menos e cobrar um pouco mais de quem está no topo da renda.

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Emerson Igor

Emerson Igor é estudante de Jornalismo, com dedicação à produção de conteúdos informativos e análise crítica dos fatos, sempre buscando transmitir notícias de forma clara, objetiva e responsável.