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A cada dia, novas fraudes bancárias surgem e colocam em risco a segurança financeira dos brasileiros. Agora, criminosos passarama a aplicar um golpe difícil de identificar: a troca do chip. A prática já se espalha por várias regiões do país, e os bancos têm emitido alertas para que os clientes consigam identificar rapidamente essa ação criminosa.

O cartão chega na  casa do cliente aparentemente intacto, lacrado e com aparência legítima, mas com um detalhe quase imperceptível que abre caminho para prejuízos de milhares de reais. Aprenda os detalhes e, caso aconteça com você, saiba exatamente o que fazer.

Como o golpe funciona

Os golpistas atuam ainda antes de o cartão chegar ao cliente. Eles conseguem interceptar a correspondência, retiram o chip original e o colocam em outro cartão falso, visualmente idêntico. O envelope é fechado novamente e segue normalmente para o endereço do cliente.

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Assim que a vítima desbloqueia o cartão pelo aplicativo ou telefone, acredita estar tudo em ordem. No entanto, enquanto isso, o criminoso já está em outra parte da cidade utilizando os dados verdadeiros para realizar saques, transferências e compras de alto valor.

Vítimas relatam prejuízos

Casos recentes mostram a gravidade do problema. Uma massoterapeuta de Belo Horizonte contou que recebeu o cartão aparentemente normal, mas notou arranhões discretos. Sem imaginar a fraude, desbloqueou o plástico e, em poucos minutos, descobriu compras de quase R$ 5 mil em seu nome.

Outra cliente relatou que, após desbloquear o cartão, os criminosos compraram seis celulares em questão de minutos. Ela precisou recorrer à Justiça para tentar reaver o valor, já que o banco alegou que a transação ocorreu com chip e senha válidos.

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O tamanho do prejuízo

De acordo com investigações da Polícia Civil, quadrilhas especializadas já movimentaram milhões de reais apenas nos últimos meses. Em uma prisão recente no Rio de Janeiro, um homem foi flagrado com cerca de 100 cartões clonados, sacando dinheiro em caixas eletrônicos e utilizando os plásticos para compras em lojas de eletrônicos.

A estimativa é que mais de 100 vítimas tenham sido lesadas em quatro meses de atuação da quadrilha, com prejuízos que ultrapassam milhões.

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Por que o golpe engana tão facilmente

A sofisticação do crime está nos detalhes. O cartão chega lacrado, com papéis impressos e até números de atendimento falsos. Quando a vítima liga para o suposto “banco” informado no papel, quem atende é o próprio criminoso, que aproveita para induzir o cliente a fornecer senhas e dados pessoais.

Além disso, os arranhões no plástico ou a posição sutilmente alterada do chip passam despercebidos. Muitos consumidores só percebem a fraude após ver movimentações estranhas em suas contas.

O que dizem bancos e especialistas

Viu uma cobrança estranha no seu cartão de crédito? A primeira coisa a fazer é ligar para o banco ou a empresa que emitiu o cartão o mais rápido possível. A Abecs, que é a associação das empresas de cartão, reforça que esse é o caminho. Eles vão analisar o seu caso. E fique esperto: os bancos nunca ligam ou mandam mensagens pedindo sua senha ou dados pessoais, beleza?

Especialistas em segurança digital alertam que, sempre que possível, o desbloqueio do cartão deve ser feito dentro da agência ou caixa eletrônico. Para clientes de bancos digitais, a recomendação é realizar o primeiro teste de compra em valores pequenos, como R$ 1 ou R$ 2, para verificar se o cartão funciona normalmente.

Como se proteger do golpe

Confira medidas práticas para evitar cair na fraude:

  • Verifique detalhes do cartão: observe arranhões, diferenças no chip ou qualquer imperfeição.
  • Desconfie de ligações ou mensagens pedindo senha ou validação de dados.
  • Faça o desbloqueio em local seguro: dentro do banco ou próximo de onde fará o primeiro pagamento.
  • Teste o cartão com valor baixo imediatamente após o desbloqueio.
  • Nunca compartilhe documentos ou fotos sem necessidade, pois criminosos podem usar para abrir contas e contratar empréstimos em seu nome.

Investigações continuam

Apesar das prisões em flagrante, a polícia ainda investiga como ocorre a adulteração dos cartões e quem são os demais integrantes da quadrilha. Por questão de sigilo, as autoridades não revelam detalhes para não atrapalhar as operações.

Enquanto isso, casos como o de Yara, que conseguiu reembolso, e Júlia, que ainda batalha na Justiça, mostram que o golpe deixou marcas financeiras e emocionais em muitas famílias.

Conclusão

O golpe do chip trocado escancara o quanto a criatividade dos criminosos evolui diante da tecnologia. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de consumidores redobrarem a atenção e adotarem práticas de segurança no dia a dia.

Estar atento aos detalhes pode fazer a diferença entre proteger seu patrimônio ou enfrentar um prejuízo difícil de reverter.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.