Na última quinta-feira (18), a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 trouxe mudanças que vão mexer com a vida de muita gente. O ponto que mais chamou atenção foi a mudança no patamar considerado de risco. Aquela pressão de 12 por 8, vista durante anos como normal, agora passou a ter outra classificação. Mas isso não significa que quem está nesse nível já precise tomar remédio.
O que mudou na classificação da pressão
De acordo com a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120–139 mmHg / 80–89 mmHg) entram na categoria de pré-hipertensão. Agora, a situação muda. Esse intervalo já exige atenção médica para evitar que a pressão avance para a hipertensão de fato.
Por que essa mudança foi feita?
O objetivo é claro: prevenir antes que a doença se instale. Nessa fase inicial, o paciente ainda consegue reverter o quadro com mudança de hábitos, sem depender de remédios.
Além disso, a medida segue o que já havia sido decidido em outros países. Em 2024, o Congresso Europeu de Cardiologia também passou a considerar 12 por 8 como “pressão elevada”. O Brasil, agora, acompanha essa atualização.
Quem precisa tomar remédio?
Muita gente se assustou e pensou: “Tenho 12 por 8, vou precisar de comprimido?”. A resposta é não. Nesse nível, a recomendação é apostar em mudanças no estilo de vida: menos sal, mais exercícios, perda de peso e alimentação equilibrada.
Já o uso de medicamentos só é indicado em duas situações:
- Pessoas com pressão entre 13 por 8 e 13,9 por 8,9 e, após três meses de cuidados sem remédio, continua em risco cardiovascular alto.
- Pessoas quem já apresenta pressão de 14 por 9 (140/90 mmHg) ou mais.
Novas metas de tratamento
De acordo com o G1, a mudança na diretriz também deixou o tratamento da hipertensão mais rigoroso. A meta passa a ser manter a pressão abaixo de 13 por 8 (130/80 mmHg) para todos os hipertensos, sem distinção de idade, sexo ou doenças associadas.
Antes da publicação da nova diretriz, acreditava-se que ficar abaixo de 14 por 9 (140/90 mmHg) era suficiente. A mudança mostra que o controle precisa ser mais rígido.
Por que a meta ficou mais dura?
De acordo com especialista consultados pelo G1, quanto mais baixa a pressão, menor o risco de complicações de saqúde como o Infarto, AVC e insuficiência renal, que são problemas de saúde diretamente ligados ao descontrole da pressão arterial.
No entanto, de acordo com a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia se o paciente não conseguir atingir números tão baixos, a meta será chegar o mais próximo possível, sempre com segurança.
O que ajuda a controlar a pressão
O documento reforça orientações já conhecidas, mas que continuam sendo fundamentais:
- Perder peso;
- Reduzir o sal;
- Aumentar o consumo de potássio;
- Fazer exercícios regularmente;
- Adotar a dieta DASH
A famosa 12 x 8 não pode mais ser encarada como pressão perfeita
A Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025 deixou claro que a famosa 12 por 8 não pode mais ser encarada como “pressão perfeita”. Agora ela exige acompanhamento e mudança de hábitos.
Isso não significa alarme ou remédio para todos. Mas, sim, que cuidar da alimentação, praticar atividade física e manter o peso sob controle se tornam ainda mais importantes.
Com metas mais rígidas e foco na prevenção, a expectativa é reduzir os casos graves no país. Em outras palavras, quem agir agora pode evitar sérios problemas de saúde no futuro.





