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Poucos meses após passar por uma cesariana de emergência e realizar uma laqueadura bilateral — procedimento definitivo que impede novas gestações — uma moradora de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, se viu diante de uma situação inesperada: um novo teste positivo de gravidez e o riscio de vida, mesmo tendo feito uma laqueadura. Entenda o caso!

Risco de vida

O caso ganhou repercussão nesta terça-feira (11), quando foi divulgado no programa Bahia no Ar, comandado pelo apresentador Roque Santos.

Com apenas 30 anos de idade e uma bebê de seis meses nos braços, Esly Pimentel, que já enfrenta desafios financeiros e emocionais, foi surpreendida pela notícia de que estava grávida novamente, apesar do procedimento cirúrgico realizado logo após o parto prematuro em maio. A decisão pela laqueadura foi tomada com base em recomendações médicas. Segundo os médicos, uma nova gravidez colocaria sua vida em risco.

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Laqueadura foi feita na maternidade de Camaçari
Créditos: (reprodução)

“Foi um susto atrás do outro. Primeiro o parto prematuro, depois o procedimento… agora isso. Fiz tudo como mandaram, segui as recomendações, e mesmo assim estou grávida de novo”, desabafou.

Mesmo com documentos que comprovam a retirada das trompas, o que teoricamente tornaria impossível uma nova gravidez, o resultado do exame veio como um choque. A descoberta acentuou ainda mais a sensação de insegurança e desamparo, especialmente porque, desde então, ela vem tentando obter explicações da maternidade onde tudo aconteceu — sem sucesso.

A falta de respostas por parte dos profissionais e da instituição hospitalar aumentou a indignação. Para ela, o silêncio diante de um caso tão delicado é um sinal claro de negligência.

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Situação está complicada

A situação é ainda mais grave considerando que, além da filha recém-nascida, ela está em São Paulo acompanhando o tratamento do filho mais velho, uma criança de seis anos diagnosticada com um tumor cerebral.

Com a rotina já exaustiva e emocionalmente pesada, a nova gestação representa não só um impacto físico, como também um abalo psicológico e financeiro. Sem emprego, sem estrutura e com duas crianças que demandam cuidados intensivos, ela cogita acionar a Justiça para buscar responsabilização da maternidade e dos profissionais envolvidos.

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Até o momento, nem a Maternidade Regional de Camaçari nem os médicos citados se manifestaram oficialmente sobre o caso.

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