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O desaparecimento de Matheus Balbino, de 29 anos, segue cercado de incertezas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O jovem mecânico saiu de casa no fim da tarde do último sábado, por volta das 17h30, após receber uma ligação. Desde então, a família não teve mais notícias.

Matheus mora no município e trabalha como mecânico automotivo. Segundo a mãe, ele recebeu o contato de alguém que se apresentou como cliente e pediu um reparo no escapamento de um carro. Pouco depois, trocou de roupa, saiu de moto e disse que voltaria em seguida. A motocicleta usada por ele era alugada.

O trajeto terminou sem retorno. O celular do mecânico deixou de responder, e o silêncio passou a preocupar familiares e amigos ainda na mesma noite.

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“Ele é filho de Camaçari, todo mundo conhece”, relatou a mãe, visivelmente abalada.

Rastreamento levanta novas dúvidas

Horas após o desaparecimento, a família conseguiu rastrear o celular de Matheus. O sinal apareceu primeiro na região onde ele foi visto pela última vez e, depois, em um bairro distante, conhecido como POC. O aparelho não foi encontrado. Apenas o perímetro indicado pelo GPS.

A moto também entrou no radar das buscas. O rastreamento indicou uma área de mata, entre bairros vizinhos como Parque Satélite, Mangueiral e Gleba A. Moradores relatam medo e evitam falar abertamente, mas boatos circulam na comunidade desde o sábado à noite.

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A mãe afirma que pessoas da região comentaram sobre disparos ouvidos por volta das 22h, em uma área entre os bairros Pinho e Parque Satélite. As informações, no entanto, se contradizem. Há relatos de tiros, outros falam em agressão com faca. A polícia ainda não confirmou nenhuma versão.

Suspeita de sequestro

Para a família, Matheus não saiu com desconhecidos. A mãe acredita que quem fez a ligação sabia exatamente quem ele era e conhecia sua rotina. Segundo ela, dois homens abordaram o filho, o forçaram a sair da moto e o colocaram dentro de um carro.

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A polícia investiga a hipótese de sequestro. O caso está sob responsabilidade da 4ª Delegacia de Homicídios, que já realizou buscas iniciais na região apontada pelo rastreamento.

Apelo por respostas

Desde a noite do desaparecimento, parentes percorrem delegacias, acionam a Polícia Militar e cobram mais apoio nas buscas. A família pede o uso de cães farejadores para ampliar a varredura na área de mata.

Em meio à angústia, a mãe faz um apelo público. Ela pede informações sobre o paradeiro do filho e diz que precisa de respostas, qualquer que seja o desfecho, para encerrar a espera.

Qualquer informação ajuda nas investigações. A população pode fazer denúncias de forma anônima pelo Disque Denúncia, no número 181.

A polícia apura as informações recebidas e orienta que testemunhas entrem em contato, também de forma anônima, com as autoridades. O caso segue sob investigação.

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