Ultrapassar cortejos, sejam eles fúnebres, religiosos ou culturais, não é permitido. Embora alguns motoristas encarem como algo simples, o Código de Trânsito trata a situação de forma séria. Esse tipo de atitude coloca vidas em risco e ainda demonstra falta de respeito coletivo.
Por que essa manobra é tão perigosa?
O cortejo, seja de despedida, fé ou celebração, anda de forma lenta e organizada. Quando alguém tenta cortar a frente, aumenta a chance de atropelamentos e acidentes. Além disso, quebra a ordem, gera confusão e coloca pedestres e motoristas em situações de perigo.
O artigo 28 do Código de Trânsito Brasileiro lembra: “O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo”. Isso mostra que a responsabilidade é do motorista e que a prudência deve prevalecer sempre.
Cortejos fúnebres
Durante um funeral, a lentidão não é por acaso. Ela carrega significado e simboliza respeito. Ultrapassar nessas horas significa desrespeitar familiares e amigos. Também abre espaço para colisões, atropelamentos e transtornos emocionais para quem está no cortejo.
- Interromper pode provocar acidentes graves.
- O trânsito perde a organização e gera tensão entre motoristas.
- O gesto atinge a dignidade do momento.
O que o motorista deve fazer ao encontrar um cortejo
O comportamento correto é simples: paciência e respeito. O motorista deve diminuir a velocidade, manter distância segura e esperar até o cortejo terminar. Em alguns casos, agentes de trânsito orientam a passagem, e as placas temporárias precisam ser seguidas.
- Reduza a velocidade e mantenha a distância.
- Espere a passagem completa do cortejo.
- Respeite sempre a sinalização e as instruções.
Desfiles culturais e cívicos também têm prioridade
Desfiles de rua, sejam escolares, cívicos ou folclóricos, recebem proteção da lei. Muitas vezes envolvem crianças, idosos e grupos organizados. O poder público costuma sinalizar e organizar o trajeto. Mesmo assim, alguns motoristas tentam forçar a passagem. Esse tipo de atitude, além de perigosa, mostra falta de cidadania e de respeito às tradições.
Procissões religiosas exigem cuidado redobrado
Procissões costumam reunir multidões em marcha lenta. Para garantir a segurança, contam com agentes de trânsito e autorização oficial. Mesmo assim, ainda existem motoristas que tentam cortar o fluxo. A lei é clara: não é permitido interromper ou ultrapassar procissões.
- Centenas de fiéis seguem juntos em ritmo lento.
- A liberação do espaço tem autorização prévia do poder público.
- Forçar passagem pode gerar tumulto e causar acidentes.
O artigo 205 do Código de Trânsito reforça: “Nenhum condutor poderá interromper cortejo fúnebre, desfile, procissão ou cortejo organizado”. Essa regra protege vidas e garante ordem nas vias.
Valor da multa e pontos na carteira
Quem não respeita cortejos sofre consequências. A lei classifica a infração como grave, com multa e pontos na CNH. Dependendo da situação, além da punição, a manobra pode causar acidentes sérios, aumentando ainda mais a responsabilidade do condutor.
Valor da penalidade:
- Natureza da infração: leve
- Valor da multa: R$ 88,38
- Pontos na CNH: 3 pontos
Perguntas rápidas sobre Lei e Multa
Qual é a punição para quem ultrapassa um cortejo?
A lei considera uma infração grave, com multa e pontos na CNH.
O cortejo tem prioridade sobre o trânsito normal?
Sim. A legislação garante a prioridade em relação ao fluxo comum.
O que fazer diante de uma procissão?
Reduzir a velocidade, manter a calma e aguardar até que todos passem.
Em resumo: ultrapassar cortejos não é apenas desrespeito, mas também um ato perigoso. A lei existe para proteger vidas e preservar a coletividade. Respeitar esses momentos é demonstrar empatia, cidadania e compromisso com a segurança de todos.
**Com supervisão de Jerffeson Brandão





