Ramon Rocha dos Santos, de 25 anos, saiu por alguns minutos para comprar um lanche em um supermercado atacadista próximo à Rua Belém do Pará, no Jardim Eldorado, bairro KM-25, em Simões Filho. O gesto simples foi um dos seus últimos movimentos antes do ataque que tirou sua vida na tarde desta quarta-feira (03/12). Ele era primo de uma ex-Secretária de Saúde do município, atualmente esposa de um vereador, o que ampliou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.
Investigação
Não houve discussão nem anúncio de assalto. Tudo indica que os criminosos já monitoravam os passos da vítima. Ramon havia deixado o veículo na oficina e caminhou até um mercado atacadista próximo. A fome bateu, ele comprou um lanche e voltou com iogurte e biscoito na mão. Mal sabia ele que aqueles seriam seus últimos minutos de vida.
Assim que Ramon retornou à oficina, dois homens surgiram em uma motocicleta. A frieza dos assassinos choca. Um deles apenas chamou: “Ô, Ramon…”. O jovem atendeu, olhou para trás e recebeu a sentença. O carona da moto disparou sem piedade.
Execução à queima-roupa
A perícia inicial aponta uma brutalidade extrema. Foram mais de 15 tiros. O atirador praticamente esvaziou a pistola contra o rapaz, que não teve qualquer chance de reação ou defesa.
Funcionários da oficina entraram em pânico com o barulho ensurdecedor dos disparos. Os criminosos, que nem sequer desceram da moto, fugiram em alta velocidade logo em seguida. Policiais da 22ª Companhia Independente (CIPM) chegaram rápido e isolaram a área.
Mas o que motivou tamanha violência?
Investigadores da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho agora buscam respostas. Ramon morava no Cia 2 e pertencia a uma família de classe média alta, conhecida na cidade e na capital. A brutalidade do ataque sugere algo pessoal ou um acerto de contas, mas a polícia ainda não confirma a motivação oficial.
O lamento da família e o alerta
A morte precoce de Ramon abalou familiares influentes na região. Ele era primo de uma ex-secretária de Saúde do município, esposa de um vereador local. Nas redes sociais, ela lamentou profundamente a perda, mas deixou uma mensagem que levanta questionamentos sobre as escolhas do jovem.
Em um texto carregado de emoção, a prima escreveu:
“A desobediência muitas vezes nasce de um impulso, um desejo de testar limites, de seguir o próprio caminho ou de acreditar que sabe mais do que aqueles que orientam. À primeira vista, ela pode parecer liberdade, mas o preço que se paga por ela costuma ser alto: consequências inesperadas e perdas silenciosas.”
A família, devastada, agora lida com a dor de enterrar um jovem. A Polícia Civil segue analisando câmeras de segurança da região para tentar identificar os atiradores e entender, de fato, o que levou à execução de Ramon.





