PUBLICIDADE

Todo santo mês, uma multidão de aposentados e pensionistas vai ao banco para sacar seu benefício do INSS, que para muitos é a única grana que entra em casa. O problema é que, em alguns casos, a surpresa é amarga: ao chegar ao caixa, o funcionário do banco informa que o benefício está suspenso porque o segurado aparece como “falecido”. Esse fenômeno, que vem ganhando repercussão, já recebeu até apelido popular: os chamados “mortos-vivos do INSS”.

Essa situação ficou tão séria que o próprio Instituto teve que se explicar. Eles soltaram uma nota para dizer por que esses erros acontecem e o que a gente pode fazer para não passar por esse perrengue.

Quem fornece as informações de óbito?

De acordo com Ingrid Galante, chefe dos Serviços de Administração de Informações de Segurados da Superintendência Regional Sudeste III, o INSS não é o responsável por registrar óbitos. Essa função cabe exclusivamente aos cartórios de Registro Civil, que repassam diariamente os dados para o Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc).

PUBLICIDADE

Com base nesse sistema, o INSS cruza dados cadastrais para identificar possíveis irregularidades. Quando há inconsistências, como semelhança de nomes ou duplicidade de documentos, os benefícios podem ser suspensos temporariamente.

Como acontece o cruzamento de dados

O chamado “batimento de dados” considera informações como CPF, número de benefício, nome da mãe, data de nascimento, título de eleitor e outros documentos oficiais. Se alguma dessas informações coincide com a de uma pessoa falecida, o sistema entende que pode haver fraude.

Segundo Ingrid, esse processo é uma medida de segurança para evitar pagamentos indevidos e proteger o dinheiro público. “A suspensão não significa que o INSS matou alguém. Trata-se de um procedimento automático para análise mais detalhada”, esclarece.

PUBLICIDADE

Por que erros acontecem?

A chefe do setor aponta que problemas de digitação em cartórios, CPFs duplicados, nomes semelhantes ou até fonética parecida podem levar à suspensão indevida de benefícios. Além disso, dados incompletos ou incorretos em certidões de nascimento ou óbito também favorecem confusões.

Gabriele Veloso, chefe do Serviço de Manutenção da SRSE III, reforça que, em caso de erro, o INSS notifica o cartório responsável. Após a análise, a serventia faz a correção necessária para que o pagamento seja restabelecido.

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

O papel do CPF no processo

Entre todos os documentos, o CPF é o campo mais relevante no cruzamento de informações. Quando o dado está ausente, incorreto ou duplicado, as chances de bloqueio de benefício aumentam consideravelmente.

Por isso, manter o CPF atualizado e sem inconsistências em todos os registros civis é fundamental. O mesmo vale para dados básicos como nome completo, data de nascimento e filiação.

O que fazer em caso de suspensão

Se o aposentado ou pensionista descobrir que o benefício foi suspenso por constar como “falecido”, é possível resolver a situação. O primeiro passo é entrar em contato com o INSS por meio da Central 135, pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS.

Em alguns casos, basta a atualização de dados cadastrais. Em outros, será necessário apresentar documentos comprobatórios, como RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento, para confirmar a identidade.

Como atualizar seus dados no INSS

O processo de atualização é simples e pode ser feito sem sair de casa. Confira o passo a passo:

  1. Acesse o aplicativo ou site Meu INSS;
  2. Faça login com usuário e senha do Gov.br;
  3. Clique em “Novo Pedido”;
  4. Selecione “Atualização de cadastro e atividade”;
  5. Clique em “Atualizar cadastro e/ou benefício”;
  6. Preencha as informações corretas;
  7. Anexe documentos, se solicitado, e finalize a solicitação.

O sistema funciona diariamente, e a Central 135 está disponível das 7h às 22h para quem preferir atendimento telefônico.

Por que manter os dados atualizados no INSS?

Segundo especialistas do próprio INSS, manter as informações sempre corretas é a melhor forma de evitar transtornos. Um dado incorreto pode gerar suspensão temporária, atraso no pagamento ou até cancelamento do benefício.

Além de garantir a continuidade dos depósitos, a atualização cadastral ajuda a evitar que terceiros usem informações falsas para tentar receber benefícios de forma indevida.

Conclusão: atenção redobrada para não virar “morto-vivo do INSS”

O comunicado do INSS deixa claro que os erros não são frequentes, mas acontecem. Para quem depende do benefício, cada detalhe faz diferença. Assim, a recomendação é simples: verifique seus documentos, mantenha os dados sempre atualizados e fique atento a qualquer aviso do instituto.

Com procedimentos ágeis pelo aplicativo e atendimento remoto, hoje o segurado tem mais ferramentas para se proteger e garantir que seu nome não apareça indevidamente como falecido. Afinal, ninguém quer viver a experiência de ser surpreendido no banco como um “morto-vivo do INSS”.

Compartilhar.
Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.