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Quem nunca sonhou em tirar a carteira de motorista? Para muita gente, esse desejo ficou preso no papel. As aulas caras, a papelada que parece não acabar nunca e o tempo de espera desanimam qualquer um. Mas agora, esse cenário pode mudar e, desta vez, pra valer.

O Ministério dos Transportes colocou em consulta pública uma proposta que promete baratear de forma real o valor da CNH. A ideia é permitir que o processo seja mais livre, mais rápido e, principalmente, mais barato. Tudo indica que o motorista vai poder escolher o próprio ritmo de estudo, sem depender exclusivamente das autoescolas.

Hoje, o valor médio da habilitação gira em torno de R$ 4 mil, dependendo do estado. Com o novo formato, esse custo pode cair bastante. E não é exagero: a estimativa oficial mostra reduções de até 80% no preço final.

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O que muda na prática na CNH

No modelo atual, tirar a carteira pode levar quase um ano, com aulas teóricas, práticas e várias taxas obrigatórias. É um processo caro e cheio de exigências. A nova proposta quer simplificar tudo.

O aluno poderá estudar por conta própria, inclusive on-line, e decidir se quer ou não fazer aulas com instrutores credenciados. O curso teórico deixa de ser exclusivo das autoescolas, e as aulas práticas passam a ser opcionais.

O acompanhamento de todo o processo será feito pela internet, pelo sistema Renach, o mesmo que os Detrans já usam. Na prática, o candidato paga apenas o que realmente usar: exames médicos, provas e taxas. Se quiser contratar aulas, contrata; se não quiser, segue por conta própria.

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Etapas continuam, mas com mais liberdade

As regras básicas continuam valendo. O interessado precisa ter 18 anos, saber ler e escrever e ter um CPF válido. A abertura do processo será feita diretamente pelo site ou aplicativo do Detran.

Depois disso, o candidato faz os exames médicos e psicológicos em clínicas credenciadas, realiza a prova teórica e, em seguida, o teste prático. O que muda é a liberdade para escolher como aprender e com quem treinar algo que antes ficava nas mãos das autoescolas.

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Quanto custa tirar a CNH hoje

Hoje, os preços variam muito de estado para estado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a carteira pode custar até R$ 4.400. Já no Pará, o valor médio é de R$ 1.750. Estados como Bahia, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul também estão entre os mais caros.

  • Acre – R$ 3.302,33
  • Bahia – R$ 3.467,83
  • Amazonas – R$ 2.706,67
  • Maranhão – R$ 2.300,00
  • Pernambuco – R$ 2.870,50
  • Ceará – R$ 2.315,50
  • Amapá – R$ 2.800,00
  • Roraima – R$ 2.744,32
  • Rio Grande do Sul – R$ 4.437,77
  • Mato Grosso do Sul – R$ 3.525,00
  • Minas Gerais – R$ 2.998,97
  • Tocantins – R$ 2.496,33
  • Sergipe – R$ 2.110,57
  • Rio Grande do Norte – R$ 2.290,00
  • Piauí – R$ 1.788,50
  • Santa Catarina – R$ 3.404,36
  • Pará – R$ 1.750,00
  • Paraná – R$ 2.913,33
  • Mato Grosso – R$ 2.372,53
  • Rondônia – R$ 1.766,67
  • Alagoas – R$ 1.350,00
  • Paraíba – R$ 1.366,67
  • Goiás – R$ 1.880,00
  • Rio de Janeiro – R$ 2.166,00
  • Espírito Santo – R$ 1.433,00
  • Distrito Federal – R$ 2.132,67
  • São Paulo – R$ 1.433,33

Essa diferença de preços se deve às taxas, aulas obrigatórias e custos administrativos. É por isso que tanta gente acaba desistindo antes mesmo de começar.

Previsão de quanto deve custar a CNH sem autoescola

  • Acre – R$ 860,46
  • Bahia – R$ 893,56
  • Amazonas – R$ 741,33
  • Maranhão – R$ 660,00
  • Pernambuco – R$ 774,10
  • Ceará – R$ 663,10
  • Amapá – R$ 760,00
  • Roraima – R$ 748,86
  • Rio Grande do Sul – R$ 1.087,55
  • Mato Grosso do Sul – R$ 905,00
  • Minas Gerais – R$ 799,79
  • Tocantins – R$ 699,27
  • Sergipe – R$ 622,11
  • Rio Grande do Norte – R$ 658,00
  • Piauí – R$ 557,70
  • Santa Catarina – R$ 880,87
  • Pará – R$ 550,00
  • Paraná – R$ 782,66
  • Mato Grosso – R$ 674,50
  • Rondônia – R$ 553,33
  • Alagoas – R$ 570,00
  • Paraíba – R$ 573,33
  • Goiás – R$ 576,00
  • Rio de Janeiro – R$ 633,20
  • Espírito Santo – R$ 586,60
  • Distrito Federal – R$ 626,53
  • São Paulo – R$ 586,67

Além da economia, o novo modelo também promete agilidade. Sem depender do calendário das autoescolas, o aluno poderá estudar no próprio ritmo e marcar as provas quando estiver realmente preparado.

Repercussão

A proposta rapidamente ganhou espaço nas redes sociais. Muita gente comemorou o que chamou de “CNH acessível”. Por outro lado, o setor de autoescolas demonstrou preocupação com a queda na procura.

Especialistas em trânsito avaliam que a mudança pode ser positiva, desde que a segurança e a qualidade da formação sejam mantidas. Já o governo defende que a nova CNH vai ajudar a reduzir o número de motoristas sem habilitação, que hoje ultrapassa os 20 milhões no país.

Um novo capítulo na história da habilitação

Se aprovada, a nova CNH sem autoescola pode transformar o modo como os brasileiros encaram o processo de dirigir. Com menos burocracia e preços acessíveis, tirar a carteira deixa de ser um sonho distante e passa a caber no bolso.

Afinal, quem nunca quis dirigir dentro da lei, mas acabou esbarrando no custo? Agora, esse obstáculo parece estar com os dias contados e o volante, mais perto das mãos de milhões de brasileiros.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.