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Você já parou para pensar que pode existir dinheiro esquecido em nome de um parente falecido? Pois é, não é pouco não: estamos falando de bilhões de reais parados em bancos e financeiras. Esse valor está à disposição das famílias, mas só para quem seguir os passos certos no Banco Central.

Muita gente não faz ideia dessa possibilidade. E o resultado é simples: valores que poderiam ajudar em casa continuam presos. Entender o processo faz diferença e pode evitar que o dinheiro fique por lá, esquecido.

Quanto dinheiro ainda está parado

De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, ainda restam R$ 10,69 bilhões parados. É muito dinheiro.

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  • R$ 8,08 bilhões pertencem a pessoas físicas.
  • R$ 2,61 bilhões estão em nome de empresas.

Também já foram devolvidos mais de R$ 11 bilhões. Mesmo assim, o montante que continua sem dono oficial ainda impressiona.

Detalhe importante: o governo chegou a falar em prazo para solicitar o saque, mas o Ministério da Fazenda confirmou que não há data limite. Ou seja, o familiar pode pedir quando quiser.

Familiar falecido pode ter dinheiro no Banco Central (01/10)
Imagem: (reprodução/reepik/de @EyeEm)

Quem tem direito a pedir

Nem todo parente pode chegar lá e consultar. O Banco Central definiu regras claras: apenas

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  • herdeiros e familiares diretos,
  • inventariantes,
  • representantes legais,
  • ou pessoas citadas em testamento

estão autorizados a iniciar o processo.

E tem outro ponto: o site não entrega valores exatos. Ele mostra apenas em qual banco está a quantia e em qual faixa ela se encontra. O saque mesmo só acontece após contato direto com a instituição.

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Como fazer a consulta do Dinheiro

Na prática, o caminho é simples. Com celular ou computador em mãos:

  1. Acesse o site oficial: valoresareceber.bcb.gov.br.
  2. Clique em “Valores a receber de pessoa falecida”.
  3. Aceite o termo de responsabilidade.
  4. Digite o CPF e a data de nascimento da pessoa falecida.

Pronto. O sistema vai indicar o banco e em qual faixa está o dinheiro:

  • de R$ 0,01 a R$ 10,00;
  • de R$ 10,01 a R$ 100,00;
  • de R$ 100,01 a R$ 1.000,00;
  • acima de R$ 1.000,01.

A partir daí, é contatar a instituição responsável e seguir com os documentos.

Documentos exigidos

O que levar? O básico:

  • Seus documentos pessoais;
  • papéis que provem o vínculo familiar ou a representação legal;
  • documentos do falecido, como CPF e certidão de óbito.

Cada banco pode pedir algo a mais, então vale confirmar antes. Geralmente, o saque sai por PIX cadastrado no CPF do solicitante. Se não houver chave, dá para combinar outra forma com a instituição.

Pedido automático: novidade do sistema

Uma das últimas mudanças trouxe mais agilidade: o pedido automático de devolução.

Funciona assim: se a pessoa tem conta gov.br nível prata ou ouro, usa autenticação em duas etapas e possui chave PIX no CPF, qualquer valor encontrado cai direto na conta. Não precisa refazer o pedido.

Atenção: não há aviso prévio; o crédito aparece na conta. E nem tudo é automático: contas conjuntas e bancos que não aderiram à devolução via PIX continuam no processo manual.

Cuidado com os golpes

Golpistas se aproveitam do tema. Não existe intermediário autorizado. O Banco Central reforça: a consulta é gratuita e só pelo site oficial.

Recebeu mensagem em WhatsApp, SMS ou rede social prometendo “facilidade” ou cobrando taxa? Desconfie. O caminho seguro é apenas o portal do Banco Central.

Por que consultar o dinheiro?

Vale gastar alguns minutos nessa verificação? Vale sim. Mesmo que a quantia pareça pequena, é um dinheiro que pertence à família por direito. E, se for maior, pode virar um bom alívio no orçamento.

Como não há prazo final, dá para consultar com calma — mas não deixe de verificar. Em poucos minutos, você descobre se existe algo a receber.

Resumindo

  • bilhões esquecidos em bancos, inclusive de pessoas falecidas.
  • O site oficial é o valoresareceber.bcb.gov.br.
  • Apenas herdeiros, inventariantes e representantes legais podem solicitar.
  • O saque é feito diretamente no banco indicado pelo sistema.
  • Não existe prazo final para pedir os valores.

Em uma frase: pode haver dinheiro parado em nome de alguém da sua família — e recuperar é mais simples do que parece. Não custa consultar.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.