A Polícia Civil da Bahia emitiu nota e infromou que um ex-policial militar identificado como Uibirá, de 41 anos, morto após troca de tiros com a Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (17/04), teria sequestrado um homem na última terça-feira, 14 de abril, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, segundo informou a Polícia Civil.
O ex-policial foi morto em um condomínio localizado na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador, na manhã desta sexta-feira, 17. Mas o caso ganhou novos contornos com o avanço das investigações. O ex-PM aparece como integrante de um grupo especializado em extorsão mediante sequestro. A Polícia Civil da Bahia o incluiu entre os alvos da Operação Arcanjo Traidor, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 17.
Contra ele, havia mandados de prisão em aberto. Além disso, os investigadores o ligam a pelo menos cinco ocorrências semelhantes. O histórico criminal também inclui homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
Quadrilha e cativeiro
A Delegacia Especializada Antissequestro, ligada ao DEIC, identificou um padrão nas ações do grupo. Os suspeitos abordavam vítimas em diferentes pontos da capital e de cidades como Simões Filho e Camaçari.
De a cordo com a Polícia Civil, em um dos episódios, registrado em 5 de março, uma pessoa foi capturada em Mussurunga. Na última terça-feira, (14/04), outro sequestro ocorreu no no CIA 1, em Simões Filho.
As vítimas seguiam para um mesmo destino. Segundo o inquérito, o grupo mantinha um cativeiro em Barra de Pojuca, em Camaçari. No local, equipes também cumpriram ordens judiciais. A polícia ainda apura outros três casos com características parecidas.
Confronto, morte e apreensões
Durante o cumprimento dos mandados na Pituba, o ex-policial reagiu à abordagem. Houve troca de tiros. Ele levou tiros no confronto, equipes de socorro o encaminharam a uma unidade hospitalar, mas ele morreu. Na operação, os agentes apreenderam uma pistola, um cacetete e objetos que agora passam por perícia.
Equipes do DEIC atuaram na ação, com apoio da CORE. As investigações continuam. O objetivo agora é identificar outros integrantes da organização e ampliar o alcance das ações policiais.





