Uma manhã que deveria ser comum virou cena de horror para moradores de Mata de São João, neste domingo (16). Por volta das primeiras horas do dia, um episódio de violência extrema dentro de uma residência na Rua da Paz rompeu o silêncio da cidade. O suspeito, Olavo Gonzaga de Jesus, 68 anos, ex-candidato a vereador, atacou a própria companheira, Aida Maria Paim de Jesus, 64, em uma ação que a polícia já trata como tentativa de feminicídio.
A sequência de agressões
O que teria começado como uma discussão se transformou rapidamente em brutalidade. De acordo com relatos colhidos no local, Olavo jogou álcool sobre Aida, tentando incendiar o corpo dela. A própria vítima conseguiu impedir que o fogo fosse iniciado, correu para a varanda e gritou por socorro. Essa fuga, porém, não interrompeu o ataque.
Nesse momento, conforme testemunhas, Olavo pegou uma faca e passou a golpear a esposa. O cenário se tornou ainda mais desesperador quando vizinhos, ao ouvirem os gritos, arrombaram o portão para resgatar Aida.
Eles a encontraram caída, ensanguentada, enquanto o agressor ainda segurava a arma. A reação dos moradores acabou sendo decisiva: usando pedaços de madeira, conseguiram desarmá-lo, imobilizá-lo e evitar que a violência continuasse. Em meio ao caos, os próprios vizinhos levaram os dois ao Hospital Municipal Dr. Eurico Goulart de Freitas.
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Ferimentos e prisão
Segundo a Polícia Militar, acionada pelo CICOM por volta das 9h50, Aida apresentava múltiplos ferimentos:
- duas perfurações no antebraço,
- uma no braço,
- outra no tórax.
Olavo também tinha um corte na mão, possivelmente causado durante a contenção feita pelos moradores. Ainda no hospital, o agressor recebeu voz de prisão.
Estado de saúde da vítima
Pela gravidade dos ferimentos, Aida foi transferida ao Hospital Geral de Camaçari, onde segue internada em estado delicado. Já Olavo foi encaminhado da 1ª Delegacia Territorial de Mata de São João para a Central de Flagrantes de Simões Filho, a Ceflagre, onde permanece à disposição da Justiça.
A investigação segue em andamento, com a polícia tratando o caso como tentativa de feminicídio, um crime que continua a mobilizar autoridades e instituições em busca de respostas e prevenção.





