Os Correios soltaram um comunicado amplo, mirando diretamente quem costuma comprar em plataformas internacionais como Shein, AliExpress, Shopee e tantas outras que vendem produtos do exterior. O objetivo é claro: alertar e proteger milhões de brasileiros que, atraídos por preços baixos e pela infinidade de opções, recorrem cada vez mais a esses sites. Mas junto com as oportunidades, também crescem os riscos. E é aí que mora o problema.
Você já recebeu um e-mail ou até uma mensagem no WhatsApp dizendo que sua encomenda ficou “presa” no centro de distribuição e que só seria liberada após o pagamento de uma taxa? Pois é… essa história tem se espalhado nos últimos dias e, segundo os Correios, não passa de golpe. Um golpe que vem enganando muita gente. O aviso oficial da estatal veio justamente para frear a onda de fraudes que imitam suas comunicações e assustam consumidores de plataformas como Shopee, AliExpress, Shein e outras.
Como o golpe funciona – Correios explica
A armadilha é conhecida e segue um roteiro bem montado. O golpista envia uma mensagem que parece real, com logotipo dos Correios e até o nome e endereço do cliente. No texto, afirma que a encomenda foi barrada pela alfândega e que só poderá ser liberada após o pagamento de uma taxa — geralmente em torno de R$ 57,65. “Olá, [nome]. Sua encomenda está parada em nosso centro de distribuição”.
Para dar mais veracidade, a mensagem traz um link para “resolver o problema”. Ao clicar, o consumidor é levado a páginas como o falso “consultancomenda.com”, onde surge o aviso de que o pacote foi “taxado” e precisa do pagamento imediato.
O detalhe é que o prejuízo não para no valor. Quem preenche os dados nesse tipo de página acaba entregando informações valiosas — CPF, endereço, número de cartão — que podem ser usados em outros golpes. É o famoso “phishing”, técnica já conhecida no mundo digital, mas que segue fazendo vítimas porque se adapta às situações do momento.


O que dizem os Correios
Em nota, os Correios reforçam: qualquer cobrança legítima é feita exclusivamente no ambiente Minhas Importações, dentro do site ou do aplicativo oficial. Nada de links recebidos por mensagens aleatórias. A estatal lembra ainda que os e-mails enviados partem sempre do domínio @correios.com.br, o que ajuda a identificar comunicações falsas.
Outro ponto importante: se a compra foi realizada em plataformas que aderiram ao programa Remessa Conforme da Receita Federal, o imposto já é recolhido no momento da compra. Ou seja, não há novas cobranças na hora da entrega. Quando existe algum tributo pendente, o consumidor é avisado por SMS, carta ou diretamente no rastreamento do pedido no site dos Correios.
Como não cair nessa armadilha
- Olhe o remetente: se o e-mail não terminar em @correios.com.br, desconfie na hora.
- Não clique em links duvidosos: se estiver esperando uma encomenda, consulte diretamente o rastreamento no site ou no app oficial.
- Desconfie da pressa: mensagens de golpe costumam usar frases de urgência, tentando forçar a vítima a agir sem pensar.
- Tenha antivírus atualizado: ferramentas de proteção podem identificar sites e anexos perigosos.
- Denuncie: marque e-mails suspeitos como “spam” ou “phishing” no seu provedor. Isso ajuda a reduzir a circulação da fraude.
Onde procurar ajuda e informações sobre meus produtos
Quem tiver dúvidas pode procurar diretamente os canais oficiais dos Correios: Central de Atendimento Fale Conosco, telefone 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 725 7282 (demais localidades). Todas as informações logísticas sobre importações estão também no site da estatal.
Com o crescimento das compras internacionais, golpes desse tipo tendem a aparecer com mais frequência. Por isso, informação é a melhor defesa. Antes de pagar qualquer taxa inesperada ou clicar em links suspeitos, vale lembrar a regra básica: confira sempre nos canais oficiais. A atenção pode evitar dor de cabeça e proteger seus dados de cair nas mãos erradas.




