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O processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação pode ficar mais simples e até mais barato. O governo federal divulgou novas regras que permitem que instrutores autônomos, sem vínculo com autoescolas, ofereçam aulas práticas de direção. A medida, proposta pelo Ministério dos Transportes, vale para quem quer aprender tanto com carros quanto com motos.

A mudança faz parte de um pacote que busca modernizar o sistema de habilitação no país. E, no meio disso tudo, surge uma promessa que interessa a muita gente: reduzir o custo da CNH. O projeto que muda as regras de formação de motoristas ainda está em consulta pública, e a população pode enviar sugestões até 2 de novembro.

Quem pode dar aula de direção por conta própria

Não basta apenas saber dirigir bem. O candidato a instrutor precisa atender a uma série de exigências legais. Ter pelo menos 21 anos, estar habilitado há dois anos ou mais, e não ter cometido infrações gravíssimas nos últimos 60 dias já é o começo.

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Também é preciso ter ensino médio completo e fazer um curso pedagógico voltado à legislação de trânsito e direção segura. Depois da aprovação, o instrutor recebe um certificado oficial.

Além disso, ele deve estar registrado no Detran e no Ministério dos Transportes, o que garante que o aluno possa confirmar se as aulas são realmente autorizadas.

Regras para os veículos usados nas aulas

Os carros e motos utilizados nas aulas precisam estar em boas condições e identificados como veículos de instrução. As motos devem ter até oito anos de fabricação, enquanto os carros podem ter no máximo doze. Para veículos de carga, o limite sobe para vinte anos.

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Durante as aulas, o instrutor tem que portar documentos como a CNH, a credencial de instrutor, a Licença de Aprendizagem Veicular e o certificado de registro do veículo.

Mesmo quem trabalha em autoescolas poderá oferecer aulas particulares, desde que cumpra todas as regras. A fiscalização, segundo o Ministério, pode ocorrer a qualquer momento e quem não estiver dentro das normas corre o risco de perder a autorização.

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Como é em outros países

Essa flexibilização não é uma invenção brasileira. Países como Estados Unidos, Canadá e Japão já adotam modelos em que o candidato pode aprender por conta própria, sem a obrigação de frequentar cursos em escolas de direção.

Ainda assim, a exigência continua alta: é preciso passar em provas teóricas e práticas rigorosas, voltadas à segurança no trânsito. O Brasil caminha para algo parecido, um sistema mais livre, mas com controle e responsabilidade.

O impacto das novas regras

Com a liberação dos instrutores autônomos, o governo quer estimular o trabalho independente, reduzir custos e facilitar o acesso à CNH. A proposta também pode abrir uma nova frente de renda para quem já tem experiência ao volante e deseja ensinar.

A promessa é simples: deixar o processo de habilitação mais justo, acessível e próximo da realidade dos brasileiros. Se a iniciativa vingar, tirar a carteira pode deixar de ser um privilégio e voltar a ser o que sempre deveria ter sido um direito ao alcance de todos.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.