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A partir deste sábado (13/09), a Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), entra em um novo capítulo. A Petrobras deu início a uma parada programada de manutenção que deve se estender até dezembro. Mas não se trata de uma simples revisão de rotina: o pacote inclui investimento de mais de R$ 1 bilhão e um objetivo estratégico de peso — preparar parte da estrutura para ampliar a produção do diesel S-10, combustível mais limpo e cada vez mais procurado.

Afinal, o que é essa parada?

Pense numa revisão geral de um carro, só que em escala industrial. A parada de manutenção funciona exatamente assim: a empresa interrompe, de forma planejada, parte ou até toda a operação para cuidar de inspeções, reparos, trocas de equipamentos e modernizações. Pode acontecer em refinarias, plataformas de petróleo ou mesmo em fábricas de fertilizantes. E não é um trabalho rápido — costuma mobilizar equipes inteiras por semanas ou até meses.

Na Revap, o pontapé inicial aconteceu na Unidade de Coque (U-276). A partir dela, o cronograma prevê a revisão de nada menos que 1.673 equipamentos, espalhados em 21 áreas. Entre os destaques, está a modernização da Unidade U-272D, que ganhará adaptação para ampliar a produção do diesel S-10.

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Segundo a Petrobras, essa mudança é parte da estratégia de reduzir impactos ambientais e aumentar a eficiência energética. Hoje, essas duas frentes não são apenas exigências de mercado, mas também da própria sociedade.

Durante os próximos meses, as equipes vão se revezar entre inspeções obrigatórias, manutenções preventivas e ações corretivas. É um processo extenso, mas essencial: a cada seis anos, a refinaria passa por esse tipo de parada justamente para reforçar a segurança operacional e diminuir o risco de falhas inesperadas.

Impacto no emprego

A movimentação em torno dessa parada é impressionante. Mais de 5 mil profissionais, entre empregados diretos e terceirizados, foram mobilizados para o trabalho. É um contingente que chama atenção e que, naturalmente, aquece a economia local. Embora a Petrobras não tenha detalhado como foi feito o processo de seleção, a geração de postos de trabalho já faz diferença para São José dos Campos e região.

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Vai faltar combustível nos postos?

Essa é uma pergunta comum sempre que se fala em manutenção de refinarias. E a resposta da Petrobras é direta: não. A estatal garante que o abastecimento está protegido por um planejamento robusto, que envolve estoques, logística ajustada e integração com as áreas de vendas.

O peso da Revap no cenário nacional

A importância da Refinaria Henrique Lage ajuda a entender a grandiosidade dessa operação.Com capacidade para processar até 252 mil barris de petróleo por dia, a refinaria tem um peso enorme dentro do sistema da Petrobras. Na prática, isso significa que sozinha responde por cerca de 14% de toda a produção de derivados da estatal. E não para por aí: quando o assunto é querosene de aviação, a unidade é praticamente uma referência nacional. Para se ter uma ideia, chega a atender até 75% da demanda do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país.

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Da Revap também saem gasolina, gás de cozinha e, claro, o diesel S-10 que abastece o Vale do Paraíba e o Litoral Norte paulista. Ou seja, a refinaria é peça-chave para o funcionamento da economia regional e para a manutenção da logística nacional.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.