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Um tema que desperta cada vez mais atenção no Brasil é a adulteração de gasolina. Na última semana, uma megaoperação revelou um esquema bilionário no setor, comandado por integrantes do PCC, envolvendo irregularidades em várias etapas da produção e distribuição de gasolina. A prática, além de gerar prejuízos financeiros para o consumidor, compromete diretamente o funcionamento e a vida útil do veículo.

Diante desse cenário, entender como reconhecer sinais de fraude no combustível tornou-se essencial. A adulteração mais comum é o excesso de etanol além dos 30% permitidos por lei, ou até mesmo a mistura com água e produtos como nafta. Esses truques impactam não só no bolso, mas também na segurança de quem dirige.

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Como perceber o golpe após abastecer?

Carlos Santos, mecânico com mais de 20 anos de experiência, explica que a perda de potência é um dos primeiros sinais que o motorista pode notar. “Logo após abastecer, o carro fica pesado. Você pisa no acelerador e sente que precisa forçar mais para atingir a mesma velocidade”, alerta.

Ele lista outros indícios claros de adulteração:

  • Consumo elevado: o carro pode gastar até 30% a mais. “Quem faz sempre o mesmo trajeto percebe fácil: o tanque dura bem menos”, explica.
  • Dificuldade para ligar de manhã: o combustível adulterado prejudica a partida a frio.
  • Ruído estranho no motor: parecido com uma corrente de bicicleta trocando de marcha, principalmente em subidas.
  • Odor anormal no escapamento: cheiro forte de solvente ou querosene.

O impacto da adulteração da gasolina no dia a dia

Além do aumento nos gastos com combustível, o carro abastecido com gasolina adulterada sofre desgaste prematuro. Componentes como velas de ignição, bicos injetores e catalisadores ficam comprometidos, gerando altos custos em manutenção. Em alguns casos, o motor pode até fundir, levando o consumidor a um prejuízo irreparável.

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Segundo especialistas, os postos envolvidos em fraudes buscam lucro fácil, mas colocam em risco milhares de motoristas. Por isso, operações como a deflagrada nesta semana são fundamentais para desmontar esquemas de larga escala e devolver confiança ao setor.

Como se proteger

A recomendação dos especialistas é simples: desconfie sempre de preços muito abaixo da média e dê preferência a postos de confiança, com histórico positivo. Guardar a nota fiscal também é essencial, já que o documento facilita denúncias em caso de problemas.

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Para quem ainda tem dúvida, existem testes rápidos vendidos no mercado que ajudam a identificar adulterações. No entanto, a percepção diária do motorista continua sendo a forma mais prática de detectar irregularidades.

Em tempos em que criminosos transformam até o combustível em oportunidade de fraude, informação se torna o principal aliado. Saber identificar sinais de adulteração pode evitar dores de cabeça, prejuízos financeiros e riscos à segurança.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.