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Uma prática silenciosa, porém cada vez mais comum em postos espalhados pelo país, vem tirando dinheiro do bolso dos motoristas sem que eles percebam. A tecnologia, que deveria garantir precisão no abastecimento, virou arma para fraudar litros e aumentar o lucro de forma ilegal. O resultado? Condutores pagando por um volume de combustível que nunca chega ao tanque. Mas como esse esquema funciona na prática, e o que realmente pode ser feito para se proteger?

Como funciona a fraude do controle remoto

O golpe começa com a instalação de pequenos equipamentos eletrônicos, discretos o suficiente para passarem despercebidos até por olhos mais atentos. São chips ou placas acoplados à parte interna da bomba de combustível, programados para manipular a contagem exibida ao consumidor. O visor mostra um número, o tanque recebe outro.

O detalhe mais preocupante é a forma de ativação. Um simples controle remoto, muitas vezes camuflado como chaveiro ou acessório comum, liga e desliga o mecanismo quando for conveniente ao posto. Essa seletividade dificulta flagras em fiscalizações, já que o esquema pode ser acionado somente em horários de movimento intenso ou quando o risco de inspeção é menor. Afinal, se o golpe não aparece o tempo todo, como desconfiar?

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Para o motorista, não há diferença visual. A bomba acende, zera, conta como sempre contou. É justamente essa aparência de normalidade que alimenta a fraude.

Onde o golpe do controle remoto tem sido mais detectado

Casos recentes mostram que São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro concentram boa parte das ocorrências da chamada “bomba com controle remoto”. Órgãos de fiscalização têm encontrado dispositivos que aumentam artificialmente a quantidade exibida, reforçando um alerta: confiar apenas no visor pode ser um erro caro.

Sinais de alerta e como se proteger

Alguns hábitos simples ajudam a reduzir o risco de cair nessa armadilha. Vale transformar essas práticas em rotina:

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  • Acompanhe o abastecimento do início ao fim.
  • Confirme se o bico usado corresponde ao combustível pedido.
  • Compare o preço da bomba com o valor exposto no painel do posto.
  • Veja se a contagem começa em zero.
  • Desconfie sempre que o volume parecer destoar do que seu carro costuma receber.
  • Peça o teste do aferidor de 20 litros, que o posto é obrigado a fornecer.
  • Exija a nota fiscal, com litros e valores registrados.
  • Prefira abastecer até o desarme automático do bico.

Informação ainda é a melhor defesa

Embora os esquemas evoluam e se tornem mais sofisticados, o motorista atento tem boas chances de evitar prejuízos. Escolher postos de confiança, observar cada passo do abastecimento e conhecer seus direitos são atitudes que fazem diferença. Em um cenário onde a fraude se esconde atrás de tecnologia avançada, a vigilância continua sendo a melhor aliada do consumidor.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.