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Quem dirige no Brasil já sabe como é. Basta virar a semana para os preços dos combustíveis mudarem de novo. É um sobe e desce que não dá trégua. E lá vem a pergunta de sempre: será que agora compensa mais encher o tanque com gasolina ou com álcool? A resposta depende de algumas variáveis e entender cada uma delas ajuda a poupar uns bons reais no fim do mês.

O retrato dos preços no país

Os números mais recentes da Petrobras, divulgados em setembro, colocam o preço médio da gasolina em R$ 6,17 por litro. Parece simples, mas essa média engana. O valor muda bastante de estado para estado, e até entre bairros de uma mesma cidade. Impostos, transporte, concorrência e margens de lucro criam um mosaico que o motorista sente toda vez que para no posto.

O etanol, por sua vez, está mais barato: cerca de R$ 4,29 por litro. Ainda assim, a diferença nem sempre significa economia real. Isso porque o álcool rende menos, e o que o motorista economiza na bomba pode se perder em quilômetros rodados. Em outras palavras, não dá para olhar apenas o preço, é preciso entender o rendimento.

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A “regra dos 70%” faz você economizar

Existe uma conta simples que ajuda nessa decisão. É a chamada “regra dos 70%”. Funciona assim:

  • Divida o preço do etanol pelo da gasolina.
  • Se o resultado for menor que 0,70, o álcool é mais vantajoso.
  • Se passar disso, a gasolina leva a melhor.

Com os preços médios atuais, o etanol só compensa quando está até R$ 4,32 o litro. É um valor que ainda aparece em alguns estados produtores de cana, como São Paulo e Goiás, onde o custo de produção é menor. Nessas regiões, o motorista ainda consegue aproveitar o benefício do biocombustível. Mas, em boa parte do país, o álcool acaba perdendo terreno por estar acima dessa margem.

Por isso, a dica é prática: nada de confiar em médias nacionais. Cada posto tem sua própria realidade. Fazer a conta ali, no momento do abastecimento, é a forma mais segura de escolher.

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Detalhes que mudam o resultado

A conta dos 70% ajuda, mas o consumo depende de muito mais do que o preço. O tipo de carro, o estado do motor e até o jeito de dirigir influenciam. Carros flex mais novos e com revisão em dia costumam aproveitar melhor o etanol. Já modelos mais antigos, ou com regulagem fora do ponto, rendem mais com gasolina.

E há também o fator humano. Quem tem o pé pesado no acelerador ou enfrenta trânsito intenso todo dia sabe que o consumo dispara. Nessas situações, a gasolina tende a ser mais eficiente, já que o etanol exige mais combustível para entregar o mesmo desempenho.

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Outro ponto que pesa na escolha é o ambiental. O etanol é considerado mais limpo, já que emite menos poluentes e vem de uma fonte renovável, a cana-de-açúcar. Para quem se preocupa com sustentabilidade, isso conta, mesmo que o custo por quilômetro não seja o menor possível.

Como decidir na prática

Na rotina, o cálculo é rápido. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e ver o resultado. Se estiver abaixo de 0,70, vá de álcool. Se estiver acima, abasteça com gasolina. É simples, eficiente e se adapta a qualquer cidade.

Acompanhar as atualizações semanais também faz diferença. Pequenas variações de preço podem inverter a vantagem de um combustível para o outro de um dia para o outro. Hoje, já existem aplicativos e sites que mostram essas mudanças com precisão por região, o que facilita muito a comparação.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.