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Pouca gente imagina o que acontece por trás do balcão de um posto de combustíveis. Quem abastece costuma confiar no atendimento e seguir a rotina sem desconfiar. Mas um ex-frentista decidiu contar o que via no dia a dia e revelou práticas nada honestas. Você vai se surpreender!

Entre os golpes, alguns parecem até inacreditáveis. A “troca de óleo fantasma” era uma delas: o óleo, novinho, ficava intocado. O cliente entrava na loja e, nesse intervalo, frascos vazios eram separados para simular o serviço. O pagamento vinha como se a troca tivesse sido feita.

Ainda mais ousado era o chamado golpe da fumacinha. O frentista explicava: depois de limpar o vidro e oferecer calibragem, vinha a encenação. Usavam uma seringa com óleo e, ao pressionar, surgia a fumaça. Para quem estava no carro, a cena era assustadora.

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“Saí correndo achando que o carro estava pegando fogo”, relembra Civa Silveira, uma das vítimas contou ao Fantástico. O aposentado José Silva passou pelo mesmo sufoco: “Realmente saía fumaça. Disseram para encostar na rampa e, no desespero, aceitei ajuda.”

O ex-funcionário confirma: a ideia era apavorar o cliente até ele aceitar qualquer serviço. E, pasme, nos grupos online, os colegas ainda comemoravam cada “atendimento bem-sucedido”. Mas não para por aí: Veja abaixo os 7 golpes aplicados nos postos que você nem percebe, mas o frente revelou.

Frentista revela os 7 golpes que são aplicados diariamente em postos de combustíveis sem que os clientes percebam. Veja abaixo:

1. O preço abusivo de aditivos, óleos e líquidos de limpeza

  • Quem nunca pagou caro demais por um simples produto no posto? Pois é exatamente aí que mora o primeiro segredo. Aditivos, óleos e líquidos de limpeza chegam a custar até quatro vezes mais do que em autopeças.
  • Um exemplo impressiona: aditivo vendido por R$ 18 em loja especializada pode ser empurrado por R$ 100, até R$ 300 no posto. O discurso é sempre convincente: “Esse produto vai proteger o motor, indispensável para o carro.” Sem espaço para pesquisar, o cliente paga.
  • Como evitar: compare preços antes e, se possível, leve seu próprio produto no carro.

2. O aplicativo que nunca funciona

  • Outro truque começa antes mesmo de o cliente encostar na bomba. Cartazes exibem um preço mais baixo “só no app”. Na prática, a história é diferente.
  • Na hora de pagar, a desculpa aparece: “O sistema caiu, hoje não funciona.” Resultado: o cliente, já com o tanque cheio, não tem saída — paga o preço cheio.
  • Como evitar: teste o aplicativo antes de abastecer. Se houver fraude, registre reclamação na ANP.

3. Abastecer por valor, e não por litros

  • “Vai colocar quanto?” Essa pergunta simples é uma armadilha. A maioria responde em reais: R$ 50, R$ 80, R$ 100. Só que, sem calcular os litros, não há garantia de que a quantidade de combustível corresponde ao valor pago.
  • Imagine: gasolina a R$ 6. R$ 100 deveriam render 16,6 litros. Mas quem confere na prática?
  • Como evitar: peça sempre em litros e acompanhe o visor da bomba.

4. A distração que custa caro

  • Esse golpe é rápido e silencioso. Enquanto o motorista vai ao banheiro ou entra na conveniência, o frentista desonesto tira o bico do carro e abastece um galão escondido. Dois a cinco litros desaparecem em segundos.
  • Quando o cliente volta, tudo parece normal. E, se questionar, ouve: “Tá tudo certo, abasteci direitinho.”
  • Como evitar: nunca deixe o carro sozinho durante o abastecimento.

5. O falso amigo

  • Esse talvez seja o mais comum. O frentista se mostra atencioso, oferece verificar o óleo, a água, os freios. E aí vem o discurso técnico: “Esse óleo é mais viscoso, protege melhor”, “O líquido de freio está baixo, precisa trocar.”
  • A confiança do motorista faz o resto. Produtos desnecessários, caros e, às vezes, até inadequados são empurrados como urgentes.
  • Como evitar: só medir o óleo com o motor frio e realizar trocas em oficinas de confiança.

6. A gasolina aditivada que não é

Aqui, o problema é a falta de regras claras. Não existe exigência de quantidade mínima de aditivo. Ou seja, basta uma gota para rotular a gasolina como “aditivada”.

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  • E o marketing entra em cena: “Rende mais, protege o motor, ideal para carros importados.” Só que, em muitos casos, a diferença é nula — e, em outros, pode até haver gasolina adulterada, com mais álcool do que o permitido.
  • Como evitar: compre aditivos em lojas confiáveis e coloque você mesmo no tanque.

7. A verificação extra

  • Por último, o clássico: “Vamos dar uma olhadinha?” O motorista aceita, e logo surgem recomendações de completar líquido de freio, colocar produto no radiador, adicionar solução para o limpador.
  • Na maioria das vezes, não há risco imediato. Mas os preços no posto são altos e os serviços, desnecessários.
  • Como evitar: seguir o manual do carro e só fazer manutenções em oficinas de confiança.

Onde denunciar essas golpes com estes?

Se o consumidor desconfiar de irregularidades no abastecimento, a primeira medida é guardar a nota fiscal e registrar uma reclamação no Procon do seu estado. Outra alternativa é acionar diretamente a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A denúncia pode ser feita pelo telefone 0800 970 0267 ou pelo site oficial, que recebe relatos de postos suspeitos em todo o país. Já nos casos mais sérios, quando há indícios de fraude pesada, o caminho é procurar o Ministério Público ou até a delegacia especializada de defesa do consumidor, para que a investigação seja conduzida de forma formal.”

Fique atento

O padrão se repete em todos os casos: criar urgência, usar a confiança do cliente e empurrar produtos ou serviços superfaturados. O abastecimento, que deveria ser simples, vira um campo minado.

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A melhor defesa é a informação. Acompanhar de perto, desconfiar de insistências exageradas e nunca aceitar compras por impulso no posto já reduz, e muito, as chances de cair nessas armadilhas.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.