A adulteração na quilometragem de veículos usados continua frequente no Brasil e causa prejuízos financeiros e até problemas judiciais. Quem compra sem checar pode pagar caro por um carro que rodou muito mais do que aparenta.
Em um mercado aquecido, a quilometragem baixa valoriza o automóvel. Por isso, fraudadores manipulam o hodômetro para inflar o preço. O risco cresce, principalmente, em negociações informais.
Como a fraude acontece
Nos modelos mais antigos, o responsável rompe o lacre do painel e altera manualmente a numeração. O procedimento deixa rastros. Ponteiro do velocímetro oscilando ou desalinhado pode indicar violação.
Já nos veículos com painel digital, o esquema muda. Técnicos usam aplicativos e equipamentos específicos para reprogramar o sistema eletrônico. A prática ficou mais sofisticada, porém não perfeita.
Mesmo com tecnologia envolvida, o carro costuma revelar a verdade nos detalhes.
Sinais que ajudam a identificar fraude
Antes de fechar negócio, o comprador precisa observar o desgaste em pontos estratégicos:
- Volante
- Pedaleira
- Pneus
- Amortecedores
- Bancos de couro
- Maçanetas
- Fiação do motor
- Borrachas das portas
Se esses itens mostram uso intenso e o hodômetro indica baixa quilometragem, há um alerta claro. As contas não fecham.
Além disso, o histórico de manutenção ajuda a confirmar informações. Revisões registradas, trocas de peças e anotações de oficinas constroem uma linha do tempo do veículo.
Adulteração é crime
Alterar a quilometragem configura estelionato. A lei prevê prisão e multa. Não se trata apenas de uma irregularidade administrativa.
Diante de qualquer suspeita, a vistoria técnica se torna essencial. Empresas especializadas reúnem dados de leilão, registros de sinistro e histórico completo do automóvel, como ocorre em consultas feitas por plataformas como a Olhonocarro.
Comprar um carro usado exige cautela. Informação, análise e checagem prévia reduzem riscos. No fim, atenção aos detalhes faz diferença entre um bom negócio e um prejuízo difícil de reverter.





