Parar no posto para abastecer parece algo corriqueiro. A maioria das pessoas faz isso quase sem pensar, especialmente na correria do dia a dia. Mas justamente aí mora o problema: é nesse momento de distração que muitos motoristas acabam virando alvo de golpes.
Embora boa parte dos postos funcione de forma correta, existem práticas desonestas que ainda circulam por aí. São situações que passam despercebidas, mas que afetam diretamente o bolso de quem está no volante.
Conhecer esses truques é o primeiro passo para não cair neles. Abaixo, você vai entender como funcionam três dos golpes mais comuns em postos e o que fazer para não virar estatística.
1. A bomba que engana
Esse é, disparado, o golpe mais sorrateiro. E não, não tem nada a ver com o tipo de combustível usado. O problema está na bomba: ela pode estar adulterada para mostrar que entregou mais litros do que realmente foram colocados no tanque.
Parece absurdo, mas acontece. O motorista olha o visor, vê o valor subindo, paga o que foi cobrado e segue viagem sem imaginar que levou menos combustível do que deveria. Em outros casos, o frentista simplesmente não zera a bomba e começa a contar a partir de um valor anterior. Detalhe que muita gente não nota.
Então, o que dá pra fazer?
Antes de qualquer coisa, preste atenção no visor desde o início. A bomba precisa estar zerada. E se você costuma abastecer sempre no mesmo lugar, fique de olho no rendimento. Se o carro estiver rodando menos com o mesmo valor, algo pode estar errado.
2. Combustível “batizado”
Outro problema que ainda aparece com frequência é o combustível adulterado. O frentista abastece com um produto que, à primeira vista, parece normal. Só que ali no meio pode haver solventes, água ou outros líquidos que reduzem a qualidade da gasolina ou do etanol.
O prejuízo nem sempre é imediato. O carro começa a engasgar, perde força, o consumo aumenta e, em alguns casos, o motor pode até sofrer danos sérios. Tudo isso, claro, sem que o motorista saiba o motivo de tanto transtorno.
Quer evitar essa dor de cabeça?
Dê preferência a postos confiáveis, de preferência os que têm bandeira conhecida. Se possível, abasteça sempre no mesmo lugar — e fique atento a qualquer mudança no comportamento do carro depois disso. Sentiu diferença no desempenho? Volte lá, guarde o comprovante e procure seus direitos, se for o caso.
3. Cobrança duplicada (ou indevida)
Esse golpe é mais recente, mas está se espalhando com rapidez. Funciona assim: o motorista paga o abastecimento no cartão ou via PIX, e o frentista, usando da pressa ou da conversa, aplica uma cobrança duplicada ou diferente do valor real.
Às vezes, a maquininha mostra um número, mas o valor digitado é outro. Em meio à pressa, o cliente confirma sem perceber. Quando vai ver, já foi.
Como evitar?
Não tire os olhos da transação. Veja o valor na bomba, confira se ele bate com o que aparece na máquina e só então autorize o pagamento. Outra dica importante: nunca entregue seu cartão para o frentista longe da sua vista. E sim, peça o comprovante, mesmo que pareça desnecessário.
Embora pareçam situações isoladas, esses golpes ainda são mais comuns do que deveriam. E o pior: muitas vítimas nem se dão conta de que foram lesadas.
Por isso, toda atenção é bem-vinda. Abastecer o carro não precisa virar um jogo de desconfiança, mas também não deve ser feito no automático. Um pouco mais de cuidado pode fazer toda a diferença — tanto para a sua segurança quanto para o seu bolso.
Em resumo: Se você já passou por alguma dessas situações, vale relatar. Trocar experiências com outros motoristas ajuda a fortalecer a rede de atenção. E claro, sempre que notar algo estranho, denuncie. Assim, outros também podem se proteger.





