Sabe aquela notícia que alivia o bolso e que muita gente estava esperando? Ela chegou nesta quarta-feira (5)! O Senado aprovou, por unanimidade, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Agora, o projeto só depende da assinatura final do presidente Lula. Se tudo der certo e ele sancionar ainda este ano, a novidade já começa a valer em janeiro de 2026.
Com isso, cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos e ter um pouco mais de dinheiro sobrando no fim do mês. Já quem ganha mais, cerca de 200 mil contribuintes, vai contribuir um pouco além. O governo diz que essa é uma forma de corrigir distorções antigas e tornar o sistema mais justo, já que hoje quem vive de salário acaba pagando, proporcionalmente, mais do que quem tem grandes fortunas.
Justiça fiscal e ganho social
O relator do projeto, senador Renan Calheiros, não economizou elogios e classificou a proposta como uma das mais importantes dos últimos dez anos. Ele fez questão de destacar que essa nova faixa de isenção alivia a barra para a classe média e os trabalhadores, ao mesmo tempo em que cobra um pouco mais de quem tem muito mais, o que ajuda a equilibrar a balança da justiça tributária.
A ideia ganhou força entre parlamentares de vários partidos, que viram na medida uma chance real de dar um respiro financeiro para milhões de famílias e, de quebra, dar um empurrão no consumo interno. Pelas contas do governo, quem for beneficiado pode ter um ganho médio de R$ 3,5 mil por ano, dinheiro que certamente vai girar no comércio e nos serviços já no começo de 2026.
Renan também explicou que aumentar a tributação sobre as grandes rendas serve justamente para cobrir o buraco deixado pela isenção dos menores salários, evitando que as contas públicas fiquem no vermelho. Para ele, essa medida sinaliza um novo momento na nossa política fiscal, deixando o Brasil mais parecido com países de economia desenvolvida.
Detalhes da nova tabela
Na prática, a regra é simples: quem ganha até R$ 5 mil fica totalmente livre do Imposto de Renda. Para quem recebe um pouco acima disso, entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a cobrança não vem com tudo de uma vez: haverá um desconto proporcional para suavizar o impacto e evitar um salto muito grande no valor a pagar.
O projeto também traz uma novidade para quem ganha muito bem: uma alíquota adicional que aumenta conforme a renda. Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano, o que dá uns R$ 50 mil por mês, começa a pagar essa taxa extra. A cobrança sobe até chegar a 10% para quem tem ganhos anuais acima de R$ 1,2 milhão.
Além disso, o texto determina que lucros e dividendos enviados para fora do país também serão taxados em 10%. E, a partir de janeiro de 2026, quem receber mais de R$ 50 mil por mês em lucros e dividendos aqui dentro do Brasil pagará essa mesma taxa, sem choro nem vela, ou seja, sem possibilidade de deduções.
Mas atenção: essas regras só valem para o dinheiro distribuído a partir de 2026. Se a empresa autorizar o pagamento de dividendos até 31 de dezembro de 2025, esse valor continua livre de imposto, mesmo que só caia na conta nos anos seguintes.
Alívio real para a classe média
O governo aposta todas as fichas que essa isenção até R$ 5 mil vai fortalecer o poder de compra da classe média e diminuir a desigualdade na hora de pagar impostos. A mudança tenta equilibrar o jogo entre quem sua a camisa todo dia pelo salário e quem vive dos lucros de grandes investimentos.
Com mais dinheiro na mão do trabalhador, a expectativa é que o consumo aumente e a economia cresça. Enquanto isso, quem tem renda mais alta assume uma fatia maior da responsabilidade fiscal, seguindo aquela lógica básica de que quem pode mais, deve contribuir mais.
A proposta começou a andar em março de 2025, passou pela Câmara em outubro e chegou ao Senado quase sem mudanças. Só duas emendas entraram no texto final, mas nenhuma delas mexeu no coração do projeto.
O que esperar de 2026
Se o presidente sancionar o texto até o fim de 2025, a nova tabela já começa a valer em janeiro de 2026. Trabalhadores e autônomos que ganham até R$ 5 mil mensais vão se livrar do IR, enquanto as rendas mais altas e os grandes dividendos passarão a ter essa cobrança extra de até 10%.





