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A decisão do Banco Central (BC) de decretar, nesta terça-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Master provocou incertezas imediatas entre correntistas e investidores. As dúvidas são muitas, e uma delas se destaca: o que acontece agora com quem mantinha conta ou tinha CDBs da instituição?

A resposta muda conforme o valor aplicado e o perfil de quem investiu. Pessoas físicas e empresas seguem caminhos diferentes no resgate de seus recursos. Quem possui até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma entidade privada formada por instituições financeiras para cobrir quebras no sistema.

Esse limite vale por conglomerado financeiro e inclui tanto o valor investido quanto os rendimentos acumulados até a data da liquidação. Por isso, quem aplicou até R$ 250 mil no Banco Master receberá a quantia integral. Já quem ultrapassa esse teto enfrenta outra realidade. Imagine um investidor que acumulou R$ 270 mil. Ele recupera R$ 250 mil via FGC, mas os R$ 20 mil restantes entram na fila de credores do banco. E esse ressarcimento, se acontecer, costuma depender de longos processos e possíveis disputas judiciais.

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Como acessar o dinheiro do Banco Master garantido pelo FGC

Quem tem direito ao ressarcimento precisa agir. O FGC não libera pagamentos automaticamente. O investidor deve baixar o aplicativo da entidade, preencher o cadastro e aguardar a validação dos dados pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. Essa etapa costuma levar cerca de 30 dias.

Esse procedimento se torna ainda mais importante porque, a partir da liquidação, o BC assume o controle da instituição e designa um liquidante para mapear os ativos e passivos do banco. Logo no início, ele envia ao FGC a lista completa de correntistas e investidores. A partir daí, o processo se divide em três fases:

  • Envio da lista de credores, que pode levar até 30 dias úteis.
  • Liberação da solicitação, quando o FGC habilita o botão “Solicitar pagamento” no aplicativo, geralmente em até 48 horas após a validação.
  • Pagamento final, que ocorre após a assinatura digital e a transferência para uma conta do mesmo titular.

Pessoas físicas e jurídicas seguem caminhos distintos, embora ambos exijam atenção aos detalhes.

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Como receber o FGC do Banco Master – Pessoa Física

O investidor deve solicitar o pagamento seguindo estes passos:

  • Baixar o aplicativo do FGC para Android ou iOS.
  • Realizar o cadastro com dados e documentos pessoais.
  • Registrar uma conta bancária de mesma titularidade.
  • Aguardar a liberação para solicitar o ressarcimento.
  • Confirmar o pedido com assinatura digital.
  • Aguardar o depósito.

Durante o processo, o FGC pode pedir documentos extras e validação biométrica.

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Como receber o FGC do Banco Master – Pessoa Jurídica

Empresas seguem outro fluxo:

  • Acessam o Portal do Investidor do FGC.
  • O representante legal preenche as informações solicitadas.
  • O FGC envia, por e-mail, as instruções de envio de documentos.
  • Após a validação, o pagamento é depositado em conta corrente ou poupança do mesmo CNPJ.

O que o FGC cobre

O fundo garante diversos produtos financeiros, entre eles:

  • Contas correntes e poupança.
  • CDB e RDB.
  • Títulos como LCIs, LCAs, LCs, LHs e LCDs.
  • Depósitos a prazo.
  • Operações compromissadas com títulos elegíveis.
  • Limites, prazos e tributação

O limite segue R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. Caso o investidor seja afetado por mais de uma liquidação em até quatro anos, há um teto global de R$ 1 milhão.

Valores que ultrapassam esse limite entram diretamente na liquidação extrajudicial. Esse processo é longo, incerto e, muitas vezes, termina apenas com ações judiciais que podem durar anos.

Os recursos protegidos seguem rendendo conforme o contrato original até a data da liquidação. Há incidência de Imposto de Renda pela tabela regressiva, além de possível cobrança de IOF quando o resgate ocorre antes de 30 dias, com exceção da poupança, que não é tributada.

A maior operação da história do FGC

O FGC calcula que a liquidação do Banco Master envolverá cerca de R$ 41 bilhões em garantias, afetando aproximadamente 1,6 milhão de credores elegíveis. Segundo o fundo, há patrimônio suficiente para cumprir todos os pagamentos dentro das regras estabelecidas.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.