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Um velho conhecido do cibercrime brasileiro ganhou uma versão mais perigosa. O trojan bancário GoPix evoluiu e agora consegue desviar transações financeiras, segundo análise da Kaspersky. A ameaça não se limita ao Pix. Ela também altera dados de boletos e carteiras de criptomoedas, ampliando o alcance do golpe.

O ponto mais preocupante está na forma de atuação. O malware roda direto na memória do computador. Isso reduz os rastros e dificulta a identificação. Em outras palavras, a vítima pode seguir usando o sistema normalmente enquanto o dinheiro já foi redirecionado.

Como o google funciona

Os criminosos apostam em anúncios pagos no Google para espalhar o golpe. Eles imitam serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios. Ao clicar, o usuário chega a páginas falsas, criadas para parecer legítimas.

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Antes mesmo do download, o site faz uma triagem silenciosa. Ele tenta identificar se o visitante usa bancos brasileiros, lida com criptomoedas ou trabalha em órgãos públicos e grandes empresas. Se o perfil interessa, o ataque segue. O Google não comentou o caso até o momento.

Como a infecção acontece

Tudo começa com um clique. O usuário baixa um instalador falso, geralmente no Windows. O arquivo imita o programa buscado, como um suposto “WhatsApp Web”. A partir daí, o GoPix entra em ação sem chamar atenção.

O alvo principal são computadores corporativos. Faz sentido. Neles, circulam valores mais altos e transações frequentes.

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Troca de dados na hora de colar

A técnica central do golpe chama atenção pela simplicidade e eficiência. O malware monitora o que a vítima copia. Quando ela cola uma chave Pix, um código de boleto ou um endereço de criptomoeda, o GoPix substitui os dados. O dinheiro segue para a conta dos criminosos.

E não para por aí. O sistema também tenta contornar a proteção HTTPS. Ele injeta um certificado falso no navegador e se posiciona no meio da comunicação. Assim, consegue capturar ou alterar informações sensíveis, como credenciais e valores.

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Segundo Fabio Assolini, da Kaspersky, o malware opera com servidores de vida curta. Eles mudam rapidamente, o que dificulta o rastreamento. Além disso, o golpe usa até serviços antifraude legítimos para selecionar alvos.

Como reduzir o risco de sofrer o golpe

Alguns cuidados simples ajudam a evitar prejuízo:

  • Desconfie de anúncios patrocinados para download de programas
  • Baixe softwares apenas em sites oficiais
  • Verifique sempre o endereço no navegador
  • Evite clicar em links de emails ou páginas desconhecidas
  • Use soluções de segurança atualizadas
  • Mantenha o Windows e navegadores sempre atualizados

Pequenos hábitos fazem diferença. Em um cenário onde o golpe age sem deixar pistas, atenção virou a principal defesa.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.

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