A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados globais. Ainda assim, o dólar terminou a sexta-feira (6) em queda no Brasil. Já a bolsa seguiu no vermelho e acumulou a pior semana desde 2022.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,244, queda de R$ 0,043 (-0,81%). Pela manhã, a moeda chegou a ultrapassar R$ 5,30 e atingiu R$ 5,31 pouco depois das 11h.
Investidores aproveitaram a cotação mais alta para vender dólares. Ao mesmo tempo, novos dados da economia dos Estados Unidos mudaram o humor do mercado.
Indicadores recentes apontaram desaceleração da atividade econômica americana, o que reduziu a procura global pela moeda.
Mesmo com a queda desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 2,08% na primeira semana de março. Em 2026, porém, a moeda ainda registra recuo de 4,51%.
Bolsa registra pior semana desde 2022
Se o dólar perdeu força no fim do dia, o mercado de ações não teve o mesmo alívio. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 179.365 pontos, queda de 0,61%. No acumulado da semana, o indicador despencou 4,99%.
Esse foi o pior desempenho semanal desde junho de 2022, período marcado pela forte instabilidade provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Entre as principais empresas da bolsa, apenas a Petrobras contrariou a tendência negativa. A valorização do petróleo e o aumento de quase 200% no lucro da estatal no ano passado impulsionaram os papéis.
- Ações ordinárias subiram 4,12%, fechando a R$ 45,78
- Ações preferenciais avançaram 3,49%, para R$ 42,11
Petróleo dispara após bloqueio no Estreito de Ormuz
O mercado internacional de petróleo segue em forte alta. O bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, elevou o preço do barril.
O Brent, referência internacional, avançou 8,52% nesta sexta-feira e fechou a US$ 92,69. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, disparou 12,2% em apenas um dia, encerrando a sessão a US$ 90,90.
Mercado reage a surpresa no emprego dos EUA
Outro dado chamou a atenção dos investidores. Os Estados Unidos registraram fechamento de 92 mil postos de trabalho em fevereiro. O resultado veio pior do que o previsto pelos analistas.
Parte da queda ocorreu por causa de fortes nevascas e de uma greve de enfermeiros no período.
Mesmo assim, o número pressionou o mercado financeiro. Investidores retiraram recursos de títulos do Tesouro americano, movimento que também contribuiu para a queda do dólar em vários países.
Com informações da Reuters.





